domingo, 29 de agosto de 2010

O PALHAÇO

                                                          Poema inspirado no  quadro "O Palhaço "de Auguste Renoir



Voce acha

Que minha cara

É engraçada ...

Meu cabelo

arrepiado ...

Minhas vestes,

exageradas ?


Olhe,

Olhe bem ...

Minha pele é pálida...
Meus lábios sangram sedentos  ...
Meus dentes colhem sementes de fome ...


E as borboletas

Não enfeitam minhas vestes,

Não ...

Todas elas

Morreram
sem jamais sairem
Do casulo que sou eu
no picadeiro doentio do ator .

" Música Maestro ! "

Da encenação da Vida

Eu detenho

A batuta dos risos

E o arco do violiono

Que Fazem com que você ria

Da própria dor

Da própria morte ...

4 comentários:

  1. Carmem...

    Estamos, eu e a Beatriz, aguardando o seu cadastro lá na Casa da Poesia.
    Acesse: www.casadapoesia.ning.com e cadastre-se. Aprovaremos assim que recebermos.
    Abraços*

    Renato Baptista

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  2. Amiga, teu poema foi muito bem construído...
    Versos com uma profundidade que tocam a alma...
    Uma verdadeira obra de arte! Aplausos!!!
    PS. Tem selinho pra você lá no meu blog, aguardo
    que você vá buscá-lo... Bjsss

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  3. AS vezes somos palhaços sem querer, a nossas vida as vezes nos levam a caminhos que muitas vezes nos levam ao constrangimento ou ao forçado.
    Se palhaço pode ser uma opção como uma maldição. Eu tenho uma profunda admiração por pessoas que são palhaças por opção. Pessoas que conseguem esconder uma lágrima com um sorriso. São pessoas mais fortes que as outras que conseguem esquecer seu sofrimento para fazer as outras sorrirem.

    Dá uma escutada nesta musica acho que tem tudo a ver...
    Sonhos de Um Palhaço
    Antônio Marcos
    Composição: Antônio Marcos / Sérgio Sá

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  4. A VIDA, NO CIRCO...
    Poetisa...
    Eu sou um palhaço
    E a morte não me faz medo
    E tenho fome e forte
    Mas a fome que possuo
    É diversa, diferente, encantada...

    Me alimento com o riso
    Maravilhoso das crianças
    Pareço sério e abatido...
    É assim que faço rir
    Quanto mais franzino
    Mais riem...

    Meu parceiro ao picadeiro
    Não conheces coitado...
    Do Artista nem moedas
    Para as tintas possuia...
    Emprestamos até hoje...rs...
    Meu Parceiro na tela
    Não cabia... Ou ele, ou eu...
    Se Ele o circo se sumia...
    Ai fui eu modelo
    Desse Moço Renoir...
    Gostei do nome
    Terá futuro
    Mas pobre...

    Meu carinho Poetisa Carmem...
    Walter de Arruda
    www.recantodasletras.com.br

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