domingo, 17 de outubro de 2010

INSOLVÊNCIA


INSOLVÊNCIAS

                                         


Quando a tua palavra

Me procura,

Uma insolvência

Se instala na voz...

 
Traz um embargo

Uma saudade risonha...

Uma tristeza nunca dita...

E uma inadmissível ternura ...

 
A tua palavra e a minha

não se pronunciam...

Mordem a boca

Torturam

Castigam


 
O sentimento

É sempre...

Muito, muito maior

Que a compreensão...

 
Enquanto permaneço

Sem o saber de seu coração,

Nossas palavras que não se confessam

Pecam o silêncio

De um beijo

Jamais correspondido.

6 comentários:

  1. bonito de ler...
    "pecar o silencio de um beijo não correspondido"
    gostei daqui,
    Maurizio

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  2. Carmem,

    às vezes, o nosso silêncio peca porque temos medo de comunicar, de mostrar nossa alma por inteiro (coisa difícil). E quantos beijos e abraços perdemos (outra forma sublime de comunicar). Você mostrou muito bem isto em sua poesia. Parabéns!

    abç

    Betha

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  3. Ruim quando não se é correspondido.
    São os desencontros do amor....
    Gostei !
    Bj

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  4. Sempre profundos e intensamente belos os teus versos! Amada amiga muita Paz e Luz pra você... carinhos... Bjsss

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  5. Que lindo!! Poético!!! Romântico e algo dolorido!!!!
    Adorei minha amiga!
    Beijo carinhoso
    Bea

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  6. INSOLVENDO...

    Quando
    A minha palavra
    Desprende-se e te procura
    Muma cor iluminada
    Com saudades,
    Tingindo a tarde
    Dourada e quente de azul
    Mergulho minhas mãos em tuas águas
    A sentir se ainda te recordas
    Do teu olhar que em mim ficou
    Impregnado, emoldurado
    Numa tela de Monet
    Na alma louca
    De um Gogh...

    Quem
    Consegue
    Entender um coração
    Que não usa palavras ou versos
    Para ser sentido mas murmura
    Os sonhos das nascentes
    Perdidas nos desertos
    Que a alma é reino
    Abaixo do calor
    E acima frio
    Intenso...

    Quem consegue
    Separar a palavra
    O canto, o verbo teu
    E exclamar que não é meu
    Se nossas almas se entrelaçam
    Num tocar eterno maior
    Que um beijo jamais
    Tido que efêmero
    Dura uma vida
    Um momento...

    Aqui meu beijo e minha palavra Minha Poetisa

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