sábado, 31 de dezembro de 2011

O ANO NOVO CHEGA COMO UM BALÃO

`As vezes , um coração pode até parecer velho...

Pode olhar para o céu e pensar : não se pode tocar as estrelas!
E com saudades, até de alguém ainda não conhece,
Se empolga em mostrar que em tudo existe leveza.

Assim chegou esse ano um balão branco sobre a praia...
Coração acalorado, descrevendo um encontro entre a nova e a velha alma...
Trouxe flores, e emoção para saudar Imenanjá
Palavras, que nem mesmo o mar ainda entende.

Chegou o coração, escondido de Reveillon...
Chegou ofertando ao mundo o que ele mais sabia:
Calor e leveza de quem aprende e ensina

Trouxe as asas de um anjo, o sorriso de um novo menino,
Trouxe o amor com que se prepara a massa de um bolo
E, mais que o mundo, trouxe o toque da mão amiga

O mar e as crianças são os primeiros a lhe sorrirem
Em suas ondas e corridas, o tempo não existe!
E o balão, a se abrir, a subir,
Vai , aos poucos, se despedindo da terra...


Com tanta emoção impedindo a clareza,
Que distinção se pode fazer na lucidez do homem?
É muito pouco o que importa ao Ano Novo, ao Ano velho...

Um coração  renovado se entrega como flor ao mar
Quando ama , aquece e voa, como balão...
Balão branco, Coração, Ano Novo, Criança
Sonho que chega para tocar as estrelas!!!!

 
 

CARMEM TERESA ELIAS E DE MAGELA
FELIZ 2012!!

sexta-feira, 23 de dezembro de 2011

LAÇO, FITA, NATAL,FESTÃO


Guardo uma foto de minha filha:

Junto a ela um pé de laranja lima _
Laranja da terra que meu pai plantou !






Poderia ser uma decoração qualquer...
Se ele não me falasse
Do fundo daquele quintal.

Parece difícil explicar para alguém
Que eu gostava de ali ficar,
Imaginando aventuras em outras galáxias,
Ou, então, montado num poderoso alazão.


Era aquele pé magrinho, que ouvia quando a tristeza
Batia-me e, por Beatriz, mais uma lágrima da alma
Saltava-me,
E em seus galhos caía.


Certa vez, era Natal. Todos lá em casa ganharam como presente
Bonecos de Papai Noel. Meu pai, coitado, não tinha imaginação !
Parecia que ele se encantava com aqueles bonecos mais do que poderia .
Parava, comprava, e nos dava com alegria o que parecia lhe fazer feliz.

Meus irmãos agradeciam, mas, logo, deles se desfaziam.
Eu os pedia para mim. Eles morrendo de rir me davam seus bonecos...
Até os gatos sumiam apavorados, talvez imaginando
Coisas que não existiam, enquanto eu colecionava mais fantasias...


Arrumava-os aquela árvore...
Ajeitava em seus galhos aquele bonecos... maiores do que nós !
Alguns até rasgados e incompletos.
E terminava a decoração com bolas , luzes e festão.




A noite, ficava da janela olhando minha arrumação...
Laços e fitas, lima e limão, luz da lua a clarear
Alguém naquela imensidão.
Dava tempo ainda, antes que a gente dormisse,
De repor a Beatriz na lembrança do meu coração.


        Há lembranças que ficam para sempre, transmitidas de geração a geração. Por nossos ancestrais e a nossos filhos e descendentes, que se arrume sempre a Árvore de Natal, como a Árvore da Vida, com alma, sutileza e emoção. Há aqueles que não se importam com símbolos, mas sempre existirão olhinhos atentos que sempre acreditarão em sonhos , e os levarão adiante !



De Magela e Carmem Teresa Elias

quinta-feira, 15 de dezembro de 2011

DEDILHADO


Quando abro meu piano
O que toco e dedilho
É tua melodia em meu corpo

Em pianíssimo me allegro
Pela cadencia harmônica
Em que desliza o tato ao dedilhado

Entre as teclas
Andante apassionato
Sonoros suspiros e pausas

O tom do compasso?
Crescendo
Vivace
Presto

E novo ritmo
Acelero , Sforzando jazz
Spiritoso acorde
Bate junto

Scherzando com me
Tempo, contratempo
Braços, mãos, pernas
Sustenidos!

E no momento da valsa
Grazioso
Súbito leggero
Più leggero .Leggerissimo.

Silencio...
Melodia em êxtase

Erguem-se as mãos do teclado
Marfim e ébano suados
Pedal liberado

O movimento mais sublime
É nossa sinfonia sem tempo e sem fim

Suspiros....aplausos
Repertelo
Da capo al finale!

terça-feira, 13 de dezembro de 2011

PRESTÍGIO COM SEDA

PRESTÍGIO COM SEDA











Prestígio com seda ...
Fim de festa e solidão


Meia fina.
Festa da melhor amiga.
Conto, desconto...
Confesso: Nem sabia o que era!


Lançamento de livro...
Charmosa emoção.
Muitas pessoas e detalhes: estante, tijolo aparente...
Escrevo tanto, quando será minha vez naquele ambiente?


Quadro de parede...
Garrafa de vinho...
Prateleira, pães e queijos.
Cadeira amiga e uma farpa escondida!

Música de talvez:
Violino...
Tudo o que faz pensar em nós.
Aquele aconchego... E nós dois a sós.


Tolices! A vida é palavra cruzada e papel.
Mas, mesmo assim, adorei lembrar o teu sorriso.
Dos teus limites...
De teus olhos tristes olhando o céu.


Lembrando vim andando na calçada...
Prestigio e privilégio em se usar roupa de seda:
É apenas mais um tecido com sede de você, que acanhada
Lanço ao corpo, como se lançasse ao leu.


Calçada...
A meia fina já rasgada...
Sapato dolorido e apertado meu pé.
Sabe como é que é... Tão vazia é a vida sem você!


                                                 De Magela e Carmem Teresa Elias




(Retratamos a nossa homenagem, com carinho e respeito, à escritora Sonia Moura pelo lançamento de seu livro Contos e Contas, em cujos breves textos a autora relata, com pinceladas de precisão, as frustrações da alma humana face aos acontecimentos do cotidiano e o confronto da vida com a morte )





Ambiguidade: há aqueles que escrevem para consolarem suas almas, e há os que escrevem com suas ações, para que elas sejam destruídas.





sexta-feira, 9 de dezembro de 2011

TUA ALMA É O ENCANTO DA MINHA


A alma também pode ser efêmera...

Como são, as promessas vãs que fazemos a cada momento.
Pode ser tão nua a se contentar apenas...
Com um encantamento.

Esconder beleza, num suspiro de alegria,
Decifrado em palavras bem intencionadas,
Que banham o fundo de nossa calma,
Pela nitidez e leveza com que são faladas.

A intenção sincera do gesto...
É para dizer que a amo tanto,
E que só a intenção de amar basta e sacraliza.

O que pode ser mais infinito do que palavras se despindo...?
E o que pode ser mais brando, que teu olhar a dizer bem mansinho...
Se a tua alma é todo o encanto da minha...?

CARMEM TERESA ELIAS E DE MAGELA

PRIVILÉGIO


Privilégio é quando a natureza se enamora...
Um pássaro que canta para chamar você de volta
Deixando uma pergunta no ar:
Para que ficar nas nuvens se teus segredos passam por aqui?


Privilégio é quando a natureza se enamora...
Mas desdobra num sorriso, porque você irá chegar.
Esquecendo o frio repentino que faz em dezembro
De frente do mar.


Privilegio é o silêncio de uma foto...
Fazendo ir tão longe à solidão,
Que mesmo apertando o vazio
Eu a sinto em meu coração!


Privilegio é poder te amar assim:
Não menos egoístas, nesta indolência honrada,
Onde as manhas nascem azuis, os pássaros ficam distraídos...
E de ti, eu me enamoro, parecendo perder o juízo.



De Magela e Carmem Teresa Elias
Há caminhos que só o amor responde...











Das geleiras às primeiras corredeiras,
um pequeno rio faz julgo ao seu corpo.
Onde a pele da terra só pode ser escondida pelo leito das águas,
lá naquele pequeno mundo, o primeiro momento de um amor aflora.


Na natureza e no coração do homem
a diferença será sempre a intenção.
Pois, é da neve que se solta
o desejo mais ardente do verão.


E da noite em que se toca a transparência mais aquosa que se investem as mãos,
envolve-se a montanha... A seguir a explosão!
Serpenteiam os desfiladeiros enquanto aos beijos, os vales pecam o pecado dos céus...
É que há em tudo uma contradição: que afeta longe...




Qual nuvens altas sob os pés o curso do rio chega ao fim.
Dá-se a montanha por vencida! Mas um desejo leva a outro...
e outro e outro....
e, ao longe, uma enseada indaga um rio: Onde estão as águas que ao mar completam mas também não bastam?


Há coisas que são tão próximas que se pode tocar.
Outras são possíveis, mas há que se valer de grande esforço
Há caminhos que só o amor responde, com a humildade de nunca questionar
as águas das chuvas, dos rios, dos mares e do seu olhar...

O TEU BEIJO LEVA A OUTRO, E OUTRO E OUTRO...

O teu desejo leva a outro e outro...






“Sete necessidades são básicas,”
Disse o filósofo.
Mas não explicou, por que um desejo leva a outro...
Por que te desmereço num olhar imemorável.


Anima e animus...
Segredo no meu gosto!
Tudo o que quero trago claro no rosto
Mas tenho medo de dar-te o desgosto.


Preciso do teu café...
Se ele for a explicação do que vejo
Deve haver naturalidade, num sorrir de verdade
E não no doce do teu beijo!


Brinda com ele a fé que há no inverno...
Porque o desejo do teu doce leva a outro, e outro, e outro...
De repensá-lo, posso gozar neste teu céu...
E conhecer o teu inferno.

Carmem Teresa Elias e De Magela

quinta-feira, 8 de dezembro de 2011

COMPREI ROSAS, POSSO TE DEDICAR UMA?

Comprei rosas, posso te dedicar uma...?






Comprei rosas amarelas, meio desajeitado...
Qual cor você gosta? Ela riu como se fosse um verso.
Aquela rima que vem envolta de claridade, cheia do receio de voar,
E que repentinamente se solta.




As rosas eram doces e sem iguais.
Não escondo o que sinto, o carinho que me aflige
Entre os espinhos que vou abraçando...
Despindo das dores o dizer de jamais!




Agora o acaso é meu...
Acordar de madrugada e te pensar na água fria do mar.
Jogar as rosas... Dizer algo além da saudade.
Mostrar que o meu carinho é maior do que se possa pensar.




Se nasce assim desajeitado...
Se rima com teu verso...
Se comprovo abraçando a madrugada...
É porque te adoro mais que a dor do verdadeiro amor!



De Magela e Carmem Teresa Elias

quarta-feira, 23 de novembro de 2011

BEIJA MÃO

Beija-mão







Esvaziado de sentido...
Fui buscar espanto na curiosidade.
Moderação, ela disse.
Deve-se seguir o cerimonial da verdade.


Dos olhos dela, a fina flor exaltava...
Poesia leve e sincopada.
Beleza, capricho da palavra!
lisura e emoção suavizada...


Curvo-me à distinção que o amor faz de mim,
Quando harmoniza em gestos o sentido que havia colocado meu olhar no chão...
Da vida, nessa sensação aflita: beija-mão...
E, reinante, mantém minha devoção assim.


Montanhas ergueram-se nos mares quando a terra ainda era só uma ilusão.
Buscando teu amor, esvaziado de sentido, mesuro a intenção da investida ...
Verifico que a saudade, de nós é a que mais fala,
Em sua dissimulação, arranca do peito o meu coração!



CARMEM TERESA ELIAS E DE MAGELA

TOLEDO

Toledo





Deslocado no tempo, lançado vela no ar...
E os ventos que vinham fincando bandeira além-mar.
Que a alma aberta, perguntava sem alvoroço:
Que veste era aquela a lhe rodear todo corpo?


Usava um vestido vermelho estampado com folhas em trevos brancas,
Benditos trevos de cinco folhas, que nesta altura não me saem da lembrança.
Trevos, flores do corpo que nascem assim normais...
E nela agachava, emergiam fazendo cava, almejando as janelas deste navio.


Não eram um simples trevos...!
Parecia um jardim inteiro quando seus ombros ficam de fora.
Tomara que caia na largura dos cinco dedos...
Mostrando o sulco da ossatura a arrepiar novos medos.


Cuja saboneteira enchia de mais desejos...
Ela imaginava as hélices dos moinhos de sonhos de Toledo.
Eu navegava a fantasia que unia...
Seus moinhos em meus dedos.






Carmem Teresa Elias  e De Magela

 Poesia inspirada em capítulo do Romance escrito por CARMEM TERESA ELIAS( registro de direito autorais e ISBN da autora )

quarta-feira, 9 de novembro de 2011

INACABADA

INACABADA


Há muita coisa inacabada dentro de mim, e você é uma delas.
Na geografia desse mapa, faltam as nuvens altas, e relevos.
E aqui dentro, nesta história...
Falta a loucura de um quase-romance.

Momentos que se perde a cabeça deixam seus muitos traçados...
Linhas sem definição de olhares improvisados!
Mares a gritar sem terem seu unguento.
Toda essa calma a mudar minhas ideias, te confesso; não aguento!

Não há vento que seja metódico!
Não há beijo com planejamento...
Não há vida, quando é o personagem quem nos altera e,
Como montanhas altas da lembrança do descontentamento!


Não há tempo que adapte mudanças que não deixam repensar teus traços.
Registre esse fato amor: nuvens altas, precipícios das incertezas...
Há muita coisa inacabada me deixando assim e,
O que farei sem teu abraço



Carmem Teresa Elias e De Magela

sexta-feira, 4 de novembro de 2011

CARTAS DE UMA RAINHA




É sabido que a formação deste enlace...

Elege apenas páginas que sustentam um olhar!
Convém propagar mais sentidos e inserir satisfações,
Cuja fatalidade meu coração não possa ignorar.


Ela discorria com classe, e os seus olhos retumbavam em lágrimas.
A razão suprime o exuberante, mas não consegue cortar
Do peito a dor e a cor...
Não consegue perdoar a discrepância que há na saudade.


Dizia mais: O imperador dos tempos modernos é o desejo!
É ele quem cobiça e subverte os sentidos com falsa moralidade
De que eu não te quero mais!
Mas ainda nuança os velhos gemidos...


Façamos melhor! Sejamos mais que poetas a mastigar política.
Mudaremos a ordem dos partidos!
Meu senhor! Cria em mim a liberdade. Seja a chave capaz...
De decifrar qual soberana é a palavra amor.




De Magela e Carmem Teresa Elias

quarta-feira, 2 de novembro de 2011

Cartas 2

Cartas






O que inquieta é realmente saber o que sinto...!
Não é sentimento que possa incomodar alguém,
Nem um verso que faça um leitor atento
Compreender o meu absinto.


Saiba que, nossos prantos e cartas...
Nunca formam um texto. Colocados juntos não justificam, porque a vida é quase nada.
Não há necessidade de traduzir o lado bom de nos dois...!
Não há muito que aprender quando se fica apaixonado.


O que sinto quer muito misturar-me nos seus versos!
Quero reconhecer, quais pronomes ficam ali possessivos...
Quer redirecionar seus gerúndios.


O que faz sentido realmente em mim, é poder ler baixinho em seu ouvido,
Num sentido exato que algumas coisas devam dizer:
Eu amo muito amar você!








 Carmem Teresa Elias e De Magela

CARTAS 1

terça-feira, 1 de novembro de 2011

Mãe Que Inspira Suspira Satisfação

Feliz Aniversário!

                Uma homenagem a Carlos Drummond de Andrade e aos filhos da poesia



Interessante, dramático e instrutivo:
Os momentos exagerados que ficam diluídos.
Sinais definidos na vida que parecem labirintos...
Festa em família, surpresa dos contentes!


Pretexto para ajuntar velhos e moços...
Resmungões e insatisfeitos.
Noveleiros tagarelas com insubordinados motoqueiros...
Os brigados, os malvados e os deprimidos até o pescoço.


Hoje é dia de comemorar!
Comer memórias junto com as pizzas,
Relembrar bregas e suas fotografias num cachorro-quente.
Tatuagem da vida, desde quando se rezavam as missas.

Cheese com sorriso!
Batatas fritas lambuzada de adolescente...
Lábios de queijos derretidos,
Sorrateira expressão, que só fica latente em uma lente.

Zoom! Repentinamente um foguete.
É a vela faiscando e colorindo toda a mesa.
Parabéns! A hora do bolo não carrega qualquer incerteza...
Quando os flashes clareiam os sorris os e os brincos de princesa.

Mãe que inspira, suspira e expira de satisfação!
Pelos filhos e filhas, amigos e parentes, conhecidos e penetras...
Envolvido nessa emoção... De mais uma luz a clarear uma porta...
Pela vela de paz, pelo tempo indo, pelo tempo que resta, vela que acende, de novo.


Carmem Teresa Elias e De Magela

quarta-feira, 26 de outubro de 2011

ESCREVER É UMA ILUSÃO! UM FILME QUE O CORAÇÃO ASSISTE...



Ah! Lembraste de mim...!

E minhas lembranças somam-se às tuas.
Deste elo que sai por metáforas...
Das frases curtas de poesias com perdão.


Escrever é uma ilusão! Como um filme que meu coração assiste...
Quando das formas eruditas, se extrai a película.
Teu rosto faz as melhores cenas...
Tua alma não nega, mesmo em fantasia, mais esse abraço.


Mas o teu olhar não é um filme que se escreve!
Quem sabe sem essa platéia solitária da minha ilusão...!
Deste cinema mudo: Chaplin, música e do lirismo que está meu coração...


Em meio às contas, cedo o tempo para de ti estar perto...
Com a ilusão que se dá ao perdão e a fantasia! Memória sem cansaço!
É nesta página branca do amor e de poesia, que te deposito o meu abraço.






De Carmem Teresa Elias e De Magela

sexta-feira, 21 de outubro de 2011

FLORES AO CHÃO



Flores ao chão





As flores caíram ao chão...
A dor que veio não foi porque se despedaçaram.
Não foi porque foram apartadas do seu porto seguro...
E pelo que foi feito de suas cores.


Foi porque traziam a lembrança do teu amor!
Aquele amor que se vestia de espinhos na primavera
Cujo fruto amadurecido alimentava tantos sonhos
De minha quimera.






Flores também são livros...
Por elas conseguimos ler o que vai ao coração de alguém.
São mensagens refletidas em meio ao nada
A consagrar o carinho que se tem.


Busquei juntá-las em outro vaso...
Desta vez reguei com lágrimas...
Só lágrimas abrem as portas da verdade
Só com lagrimas se corrige a natureza humana.

Carmem Teresa Elias e De Magela
VB03/2011

SÓ QUANDO

Só quando...




Só quando...

De uma forma extraordinária
Uma pomba perguntou do meu amor...
O amor pode ser uma teoria,
Um bramido ou uma nova dor.


O universo é feito de pequeninas partículas,
Do motor perpétuo de coisas não cientificas
Impulsionadas apenas por uma única energia...
Ela estremeceu.


Muitas ciências existem para decifrar isso, tendo apenas nas mãos
Lápis e um pequeno papel rasgado.
No horizonte de muitas sabedorias morais e dos conceitos
Que sempre se coloca de lado.


Poderá você me ensinar a amar...?!
Filosofia quântica tenho para explicar...
Mas a vida me deu apena uma resposta:
Só aprendemos a amar, quando aprendemos a cantar!






De Magela e Carmem Teresa Elias

VB O2/2011

DISCREPÂNCIA

Discrepância





Em minha cabeça não cabem essas estórias...
Só passa um rio que derrama pela boca,
deixando a secura de não conceber o mar!
E comparado a você sou pobre.


Não falo da pobreza que tem o desejo de aprender com a paixão...!
Nem entendo a linguagem de seus beijos...
A tradução que essa fascinação causa  não tem humanidade!
Não recebo o convite do seu olhar e tudo soa tão mal...


Por isso, só bebo a discrepância da sua ausência.
Água fria derramando que não chega à boca...!
Defeito de quem ama e, é absorvido pelo drama.


Ando nu: pobreza dos poços que se fecham sem rios!
História a se conter, palavras que rimo sem lhe dizer.
Que esta é minha tristeza, sem margem e sem final.




De Magela e Carmem Teresa Elias

segunda-feira, 17 de outubro de 2011

LEVEZA

É MA BELEZA DA ALMA
QUE SE MANIFESTA A LUZ MAIS INTENSA.

Carmem Teresa Elias

É NA BELEZA DA ALMA QUE SE MANIFESTA A LUZ MAIS INTENSA

(Carmem Teresa Elias)

quinta-feira, 13 de outubro de 2011

MENINA COLORIDA

Às crianças desse Brasil, do mundo e em todos nós


Mãozinhas coloridas
De menina
Maneira mais linda
De se fazer fantasia


Mãozinhas coloridas
De menina
Toque mais puro
A inventar travessuras

Sorriso aberto
Na menina
Maneira mais linda
De colorir a vida


Sorriso colorido
De pura fantasia
Travessura mais viva
A alegrar a linda menina

segunda-feira, 10 de outubro de 2011

MENU



Pranzerò e, oggi è giorno caldo.

Presto chiederò un'ode alle parole frementi
Affinchè essere capite possano
Quando al tempo saranno servite.


Per il dessert : un sorbetto con gusto di nostalgia
La stessa nostalgia di freddo e ghiaccio...
La stessa sensazione...
Di quando m'hai detto addio e sei partito.


Forse qualsiasi cosa di così freddo doveva venire insieme a qualcosa di bollente
Ma io mi servirò di tuo calore con pianto freddo:
Ciliegie sole addolcite all'amaro.
Ancora una volta il gusto lasciato al tramonto dell'amore!


Oggi fa il caldo delle parole inghiottite senza addio
Parole bevute alla folia e temperatura ambiente!
Quando delle lacrime se aspira una vita piena di illusioni
Rimane in bocca il gusto sentito delle scelte.




                         DE MAGELA E CARMEM TERESA ELIAS


                        Versão para o italiano por Carmem Teresa

CARDÁPIO

CARDÁPIO








Vou almoçar e, hoje o dia está quente.
Logo pedirei uma ode às palavras frementes.
Para que sejam entendidas
Quando servidas ao tempo.


De sobremesa: um sorvete com versos de saudade.
A mesma saudade fria e gelada...
A mesma sensação...
Que ficou quando disseste adeus e partiste.


Talvez algo tão gelado mereça estar acompanhado de algo fervente,
Mas servir-me-ei de teu calor com um pranto frio,
Simplesmente cerejas adocicadas no amargor.
Repetindo o sabor que ficou do amor quando a noite caiu!


Hoje o dia está quente pelas palavras engolidas sem despedida.
Bebidas ao desatino e à temperatura ambiente!
Quando a vida é de lágrima sorvida, e cheia de ilusões...
O paladar dá um tempo pelas escolhas sentidas






CARMEM TERESA ELIAS E DE MAGELA

quinta-feira, 6 de outubro de 2011

PRESENZA



Non c’è solitudine in mare

Neppure c’è il buio nella notte



Ci sono le stelle e delle parole
che brillano argentee _
E comme sono cosi più numerose!
Come più permanenti
Della nudità sola e ardente del giorno


 Ci sono parole
Che imitano il gonfiarsi del mare
Per non lasciarci mai dimenticare
Le voci che sono morte nel mare
Le voci che sono morte nella notte



 Ma non c’è solitudine in mare
Neppure c’è il buio nella notte



 Solo la Presenza é sentita lá
Tranquilla ed intensa
Piena
Al di là di me
Nel silenzio d'oro dell'anima
Che brilla senza parole.


Solo la Presenza è sentita
Sopra la solitudine del mare
E il buio della notte.

sexta-feira, 30 de setembro de 2011

ÂMBAR

Perder-se-iam os prantos

Enquanto os prantos eram macios...

Da criança, diriam, que o chorar se fazia pelas coisas mais tolas.

Mas são nos troncos que se guardam esses prantos

São prantos do âmbar

Duradoura seiva do coração dos meninos.



Quando o amor se cristaliza,

Das desavenças desmortalha-se a resina.

Todo pranto vertido e contido

Brilha, transparece, amadurece

Na face fina, no olhar macio

No colo limpo

Em que homem e mulher se fazem abrigo

Ao suor, à lágrima, ao beijo sentido.



Quando se ama

Todo sorriso é um sorriso macio

Reserva e essência dos pinheirais

É coração de menino

Resina, que não se desmancha, não se perde jamais.

sábado, 24 de setembro de 2011

DESMAIAR COM UM BEIJO QUE DÓI TANTO

Desmaiar com um beijo que dói tanto






Bom dia, ausência!

Por que será que essa angustia nunca chega!

Às vezes, a saudade dói tanto

Que dá até vontade de bater!



Mentira! É só presunção...

O que terá a dizer?

Inventará desculpas, talvez...

E trará mais chocolate, então?


Melhor ficar calada...

Fingir que a mágoa não importa nada.

Seguir conselhos de amigas,

Nem perguntar do atraso.


Ai, que abstinência!

Angústia da cama vazia...

Vontade de rebater este pranto

E desmaiar com um beijo que dói tanto.


       Carmem Teresa Elias e De Magela ( composição em parceria poética on-line)

domingo, 18 de setembro de 2011

ABSTRAÇÃO DO SAL

Abstração do sal








Teus beijos trazem uma dor inserida...

Na intenção de outros beijos excedem ao amor,

Causando com versos outra ferida.



Sem explicar porque morrem depressa,

Tocando lábios com textura incerta,

Trazendo mil vontades; brisa encontrando a porta aberta...



E o tempo passando, tal qual, fera embravecida,

Quanto mais o coração vai pedindo calma é que se destranca a vida.

E pela falta de harmonia, carinhos se comprimem numa espera tão sofrida.



E teus lábios vêem morrendo a vontade na abstração do sal,

Fazendo que minha boca envelheça esperando sua chegada,

Sem tempo de entender porque te amar faz bem e mal.



                       Carmem Teresa Elias e De Magela  ( v.2)

sexta-feira, 26 de agosto de 2011

DOIS ESPETÁCULOS E UM ENCONTRO COM O MAR

DOIS ESPETÁCULOS E UM ENCONTRO COM O MAR


                       (Um comentário crítico e comparativo sobre dois eventos artísticos )

                   por Carmem Teresa Elias reeditado em 28/08/2011

Duas obras artísticas atuais em exibição no Rio de Janeiro são muito felizes na utilização da temática do mar na construção e desenvolvimento de suas metáforas cênicas: o filme “Árvore da Vida” e o espetáculo " Sem Mim " do consagrado grupo de dança O Corpo.

Em ambos, o desenrolar de expectativas, sentimentos, buscas, frustrações, encontros,desejos,amizades, amores, questionamentos mais desconhecidos e inquietantes com  indagações e respostas, enfim, elementos que permeiam a natureza humana, alcançam e realizam uma expressão libertadora e integralizadora no encontro simbólico do homem com o mar; encontro esse que se estabelece nos planos individual, social e universal.

No ballet, vemos apresentações em crescendo de tatuagens, peles, ondulações corporais lapidadas, ora sutis , ora vigorosas, que vão gradualmente explorando as possibilidades do corpo, a manifestação dos desejos, os rituais coletivos, vestindo e iluminando o palco de corpos capazes de firmar sua identidade em uma dissolução do “ Sem Mim”. O título dado ao espetáculo é felicíssimo, pois a figura individual dos bailarinos vai amadurecendo na expressão cênica à medida que amadurece sua identificação pessoal sublimada ao dissipar-se na composição da totalidade do grupo.Excelentes momentos incluem o pas-de-deux sensualíssimo dançado sob um manto que evoca as ondulações do mar dos desejos velados e o  desfecho abrasileirado do espetáculo, que nos conduz ao ritmo de um ritual tribal em canto para o divino . Com trilha sonora criada a partir de cantigas medievais que evocam os primórdios da língua e da literatura portuguesas reconduzidas em versões atualizadas, o espetáculo  ao mesmo tempo um mergulho na História, um consequente emergir no Brasil e na Humanidade da dança. Cabe aos espectadores vislumbrarem a beleza e o vigor dos movimentos dos bailarinos em condução que evoca facilidade e alegria.

Paralelamente, no filme “ A Árvore da Vida” de Terence Malick, a história pessoal e familiar das personagens vai se descortinando e traçando analogiasque nos atingem desde os primórdios  da criação e expansão cósmica do universo e da vida até seu destino final, em uma atmosfera na qual passado, presente e futuro coabitam e se fundem em uma unidade totalizadora. Ao passo em que o desespero pessoal das personagens avança em busca  aparentemente desconcertante pelo sentido da vida e da morte, as personagens caminham, de fato, para um derradeiro encontro transcendental e iluminador, no qual o perdão, a compreensão e a própria felicidade ( sentimentos uma vez pacificados), permitem que todos se reencontrem na ‘ praia’ dos mares calmos, local onde os dramas pessoais se diluem na integração final de todos com o Absoluto.

Indubitavelmente, os dois espetáculos são distintas manifestações de duas linguagens paralelas que podem, por coincidência, serem assistidas nesta mesma semana no Rio de Janeiro. Ambos se complementam e eclodem em um  banho de mar elucidador, capaz de oferecer uma explicação e  significação: o encontro pacificador e regenerador do homem se realiza no encontro de três esferas_  a pessoal, a humana social e a cósmica transcendental_  nesse estado do ‘Mim’ no “Sem Mim” de todos nós diante dos ritos ou do Ser Supremo, Pai Criador.

Para os apreciadores de espetáculos que enlevam a consciência humana, vale a pena conferir esses dois movimentos de uma harmoniosa música chamada Arte.

terça-feira, 19 de julho de 2011

EM REVERÊNCIA


Acordei cedo
Em gesto de reverência à vida
Queria ver como as flores
Despertam e saúdam seu dia

As flores, tão mais belas, tão mais jovens,
Nem sentiam que eu estava ali
Só sabiam sorrir para Ele...
E fiquei só, na compreensão do momento

Mas ele sempre fica longe, tão longe do alcance
E do sentir...Aos poucos fui recebendo o perfume
Das flores, recolhendo, respirando

Ao fim do dia,
Virei fragrância de luz
Mar beijando o crepúsculo!

quinta-feira, 7 de julho de 2011

EXPRESSÕES, E NADA MAIS...




Não vai ser pera doce, não..

Estamos feitos ao bife



Voltando à vaca fria,

Você deu uma de barata tonta

e me deixou com um balde de água fria



Fiquei de mãos a abanar

cabeça de alho choco

e uma imensa pedra no sapato



Até descalçar essa bota

e ter pernas para andar

vou indo em frente

com cabeça , tronco e membros



E pode tirar o cavalinho da chuva....

Se você vai passar-se dos carretos,

ou se vai aos arames,

Não engulo mais os sapos

nem meto os pés nas argolas

Simplesmente use as pernas para andar!!!!!!

ou não vai jamais sair da corda bamba....

sábado, 2 de julho de 2011

CAFÈ NOIR ..RENOIR

.RENOIR...






Carmem Teresa e Walter de Arruda








Não...

Não consigo

Por mais que faça

Desviar teus traços, Musa

Minha que desejas tanto me amar

E na tela que emerge entre as águas

De tuas lágrimas, nosso pranto

Surge imenso, doce e, belo

Nosso Amor em luz

É claro e nunca

Poderá existir

No nosso

SER



***



Telas de Renoir

google/imagens

Carmem Teresa Elias e Walter de Arruda

www.poesiasdecarmemteresa.blogspot.com

www.poetasdelmundo.com/verinfo.asp?ID=7316




sexta-feira, 1 de julho de 2011

RENOIR...PARIS...




RENOIR...PARIS...

CARMEM  TERESA E WALTER DE ARRUDA
Sobre

As canções

A Lira entoava

Cores plenas de vida

Que de suas telas flutuavam...

Danças... Bailados... Conversas

Burburinhos... Segredos... Moças lindas

Refletidas em águas do Senna

E maresias vizinhas

Nas águas doces

E salgadas







Uma mão

Se dá à outra

Tons nas imagens

Autoras dos sonhos...

Deste se iam a cintilar

Bosques... Cafés... Parques...

Ateliê... Cantos... Iluminados...

Com ou sem toda essa luz

Ali mora sim o Infinito

A que o Artista dá cor

E iluminação...

Com desejos

Coração

Amores...

Tanto Amou...Tanto Amou...



                                                                 ( Composição de 2009)
                                                                     ( imagens Google)

segunda-feira, 27 de junho de 2011

PEQUENA LIÇÃO DE HISTORIA




Tupã

Wayaná

Kaimbé

Guajá

Caiapó

Ajurú

Tupi

Pataxó

Javaé

Marubo



Deus

Naus

Cabral

Portugueses

Catequese

Anchieta

Corte Real

Capitania
Extrativismo!!!!!

 
Independencia????



Marriot

Windsor

Uncle Sam

Empire

Globalization

Abroad

Delete!



Oh, my GOD!!!!!!!!
 

sexta-feira, 17 de junho de 2011

PERTO DE TEUS OLHOS EU ESTOU EM CASA--PERFIL

PERTO DE TEUS OLHOS EU ESTOU EM CASA - PERFIL








Em meu ser lutam e convivem tantos outros, estranhos perfis,

Que nem sei se ao menos sabem de mim...

Ouço suas vozes e seus gritos.

No silêncio, o desespero, desses corpos aflitos.





As perguntas são muitas,

Mas temo não responder...

Sou uma confluência destas vozes

Que clamam por vida, na ausência de apego



Na forma de dor mais apertada...!

Nos sentimentos que só em mim são visíveis...!

Na saudade, na solidão, no flagelo...

Na volúpia das figuras inumanas descontroladas e sensíveis!




Não sei mais se é assim...!

Não sinto mais o gosto das coisas...

Não separo o medo intruso

Para que o amor simplesmente vença!





Na fúria da aceitação, ou na mansidão da recusa,

Atiro palavras a ti, porque em tudo és o meu mar...

É o momento que vence o silencio da noite

Para recriar absurdos!



É o verdadeiro poema e eterno...

Que a vida resgata em poesia,

Quando perco a coerência dos teus olhos

Sonhando alegria.



Em meu ser lutam perfis estranhos que não sabem de mim.

Soubessem, por-me-iam vestido sobre tuas águas.

Não se perderiam as palavras e os meus caminhos!

Porque perto de teus olhos, estou em casa.





Carmem Teresa Elias e De Magela

sexta-feira, 10 de junho de 2011

PRIMEIRAS PALAVRAS...A MEU POETA

O coração

Quando se depara com o amor

Se reconhece

E Quer logo falar




Em sua expressão mais bela

Usa todas as palavras

Em poesia mais plena... completa

 E ao se ver

E depois se ler

Lembra-se sempre

Da mais linda noite de todas as noites



Quando o coração se declara poeta

E o amor à Musa amada se confessa








  ( UMA HOMENAGEM AO POETA WALTER DE ARRUDA )
  ( Recanto das Letras e Poetas del Mundo)
                                                                    
   

TABULEIRO DE XADREZ

Tabuleiro de xadrez






Na vida sou seu tabuleiro de xadrez:

Limites traçados para o amor em preto e branco

Entremeios de desejo e desprezo...



Jogo a saudade entre as torres de seus medos

Galope de sentimentos sem trégua para astúcia...

Tombando o rei, tomba a rainha,

 E não basta a escolha dos seus dedos.



 Amor não se movimenta ao acaso!

Emoções deturpam-se neste espaço à vontade...

E quando a noite me vence toda negra: Chega a lua...

Seu convite é mais uma jogada de quem quer amar de verdade!






                      De Carmem Teresa Elias e De Magela


                               ( IMAGEM GOOGLE)

quinta-feira, 2 de junho de 2011

DOCE ENTREGA

A entrega mais doce

É o espargir do perfume das flores



Sedução impalpável

Como Almas que se libertam do corpo

A expandir beleza na forma de amores ...


Perfumes de flores

São sonhos, da vida são sabores



As flores se doam

Além de si...



Êxtase

De aroma

A cada novo botão...