sexta-feira, 30 de setembro de 2011

ÂMBAR

Perder-se-iam os prantos

Enquanto os prantos eram macios...

Da criança, diriam, que o chorar se fazia pelas coisas mais tolas.

Mas são nos troncos que se guardam esses prantos

São prantos do âmbar

Duradoura seiva do coração dos meninos.



Quando o amor se cristaliza,

Das desavenças desmortalha-se a resina.

Todo pranto vertido e contido

Brilha, transparece, amadurece

Na face fina, no olhar macio

No colo limpo

Em que homem e mulher se fazem abrigo

Ao suor, à lágrima, ao beijo sentido.



Quando se ama

Todo sorriso é um sorriso macio

Reserva e essência dos pinheirais

É coração de menino

Resina, que não se desmancha, não se perde jamais.

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