sexta-feira, 21 de outubro de 2011

DISCREPÂNCIA

Discrepância





Em minha cabeça não cabem essas estórias...
Só passa um rio que derrama pela boca,
deixando a secura de não conceber o mar!
E comparado a você sou pobre.


Não falo da pobreza que tem o desejo de aprender com a paixão...!
Nem entendo a linguagem de seus beijos...
A tradução que essa fascinação causa  não tem humanidade!
Não recebo o convite do seu olhar e tudo soa tão mal...


Por isso, só bebo a discrepância da sua ausência.
Água fria derramando que não chega à boca...!
Defeito de quem ama e, é absorvido pelo drama.


Ando nu: pobreza dos poços que se fecham sem rios!
História a se conter, palavras que rimo sem lhe dizer.
Que esta é minha tristeza, sem margem e sem final.




De Magela e Carmem Teresa Elias

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