quarta-feira, 23 de novembro de 2011

BEIJA MÃO

Beija-mão







Esvaziado de sentido...
Fui buscar espanto na curiosidade.
Moderação, ela disse.
Deve-se seguir o cerimonial da verdade.


Dos olhos dela, a fina flor exaltava...
Poesia leve e sincopada.
Beleza, capricho da palavra!
lisura e emoção suavizada...


Curvo-me à distinção que o amor faz de mim,
Quando harmoniza em gestos o sentido que havia colocado meu olhar no chão...
Da vida, nessa sensação aflita: beija-mão...
E, reinante, mantém minha devoção assim.


Montanhas ergueram-se nos mares quando a terra ainda era só uma ilusão.
Buscando teu amor, esvaziado de sentido, mesuro a intenção da investida ...
Verifico que a saudade, de nós é a que mais fala,
Em sua dissimulação, arranca do peito o meu coração!



CARMEM TERESA ELIAS E DE MAGELA

TOLEDO

Toledo





Deslocado no tempo, lançado vela no ar...
E os ventos que vinham fincando bandeira além-mar.
Que a alma aberta, perguntava sem alvoroço:
Que veste era aquela a lhe rodear todo corpo?


Usava um vestido vermelho estampado com folhas em trevos brancas,
Benditos trevos de cinco folhas, que nesta altura não me saem da lembrança.
Trevos, flores do corpo que nascem assim normais...
E nela agachava, emergiam fazendo cava, almejando as janelas deste navio.


Não eram um simples trevos...!
Parecia um jardim inteiro quando seus ombros ficam de fora.
Tomara que caia na largura dos cinco dedos...
Mostrando o sulco da ossatura a arrepiar novos medos.


Cuja saboneteira enchia de mais desejos...
Ela imaginava as hélices dos moinhos de sonhos de Toledo.
Eu navegava a fantasia que unia...
Seus moinhos em meus dedos.






Carmem Teresa Elias  e De Magela

 Poesia inspirada em capítulo do Romance escrito por CARMEM TERESA ELIAS( registro de direito autorais e ISBN da autora )

quarta-feira, 9 de novembro de 2011

INACABADA

INACABADA


Há muita coisa inacabada dentro de mim, e você é uma delas.
Na geografia desse mapa, faltam as nuvens altas, e relevos.
E aqui dentro, nesta história...
Falta a loucura de um quase-romance.

Momentos que se perde a cabeça deixam seus muitos traçados...
Linhas sem definição de olhares improvisados!
Mares a gritar sem terem seu unguento.
Toda essa calma a mudar minhas ideias, te confesso; não aguento!

Não há vento que seja metódico!
Não há beijo com planejamento...
Não há vida, quando é o personagem quem nos altera e,
Como montanhas altas da lembrança do descontentamento!


Não há tempo que adapte mudanças que não deixam repensar teus traços.
Registre esse fato amor: nuvens altas, precipícios das incertezas...
Há muita coisa inacabada me deixando assim e,
O que farei sem teu abraço



Carmem Teresa Elias e De Magela

sexta-feira, 4 de novembro de 2011

CARTAS DE UMA RAINHA




É sabido que a formação deste enlace...

Elege apenas páginas que sustentam um olhar!
Convém propagar mais sentidos e inserir satisfações,
Cuja fatalidade meu coração não possa ignorar.


Ela discorria com classe, e os seus olhos retumbavam em lágrimas.
A razão suprime o exuberante, mas não consegue cortar
Do peito a dor e a cor...
Não consegue perdoar a discrepância que há na saudade.


Dizia mais: O imperador dos tempos modernos é o desejo!
É ele quem cobiça e subverte os sentidos com falsa moralidade
De que eu não te quero mais!
Mas ainda nuança os velhos gemidos...


Façamos melhor! Sejamos mais que poetas a mastigar política.
Mudaremos a ordem dos partidos!
Meu senhor! Cria em mim a liberdade. Seja a chave capaz...
De decifrar qual soberana é a palavra amor.




De Magela e Carmem Teresa Elias

quarta-feira, 2 de novembro de 2011

Cartas 2

Cartas






O que inquieta é realmente saber o que sinto...!
Não é sentimento que possa incomodar alguém,
Nem um verso que faça um leitor atento
Compreender o meu absinto.


Saiba que, nossos prantos e cartas...
Nunca formam um texto. Colocados juntos não justificam, porque a vida é quase nada.
Não há necessidade de traduzir o lado bom de nos dois...!
Não há muito que aprender quando se fica apaixonado.


O que sinto quer muito misturar-me nos seus versos!
Quero reconhecer, quais pronomes ficam ali possessivos...
Quer redirecionar seus gerúndios.


O que faz sentido realmente em mim, é poder ler baixinho em seu ouvido,
Num sentido exato que algumas coisas devam dizer:
Eu amo muito amar você!








 Carmem Teresa Elias e De Magela

CARTAS 1

terça-feira, 1 de novembro de 2011

Mãe Que Inspira Suspira Satisfação

Feliz Aniversário!

                Uma homenagem a Carlos Drummond de Andrade e aos filhos da poesia



Interessante, dramático e instrutivo:
Os momentos exagerados que ficam diluídos.
Sinais definidos na vida que parecem labirintos...
Festa em família, surpresa dos contentes!


Pretexto para ajuntar velhos e moços...
Resmungões e insatisfeitos.
Noveleiros tagarelas com insubordinados motoqueiros...
Os brigados, os malvados e os deprimidos até o pescoço.


Hoje é dia de comemorar!
Comer memórias junto com as pizzas,
Relembrar bregas e suas fotografias num cachorro-quente.
Tatuagem da vida, desde quando se rezavam as missas.

Cheese com sorriso!
Batatas fritas lambuzada de adolescente...
Lábios de queijos derretidos,
Sorrateira expressão, que só fica latente em uma lente.

Zoom! Repentinamente um foguete.
É a vela faiscando e colorindo toda a mesa.
Parabéns! A hora do bolo não carrega qualquer incerteza...
Quando os flashes clareiam os sorris os e os brincos de princesa.

Mãe que inspira, suspira e expira de satisfação!
Pelos filhos e filhas, amigos e parentes, conhecidos e penetras...
Envolvido nessa emoção... De mais uma luz a clarear uma porta...
Pela vela de paz, pelo tempo indo, pelo tempo que resta, vela que acende, de novo.


Carmem Teresa Elias e De Magela