terça-feira, 31 de janeiro de 2012

POEIRA



O que seria um absurdo agora...

Poeira indo para o mar?
Aquele estranho corpo...
Num absurdo que a tentação pode alcançar!


Poeira a invadir meu espaço
Poeira deixando meu coração opaco
Poeira que rapidamente se move
Poeira que assustada da tragédia também foge!




A queda do pássaro que voa longe ao léu
O tempo que não rima e simultaneamente voa
Se não sabe nadar, por que ir ao mar?
Tentação! Poeira que aranha o céu.


Numa fase da vida eu tinha sonhos
Sonhos que despertavam sentimentos dos escombros
Sonhava que poderia subir e talvez voar...
Tudo virou poeira e foi pro mar.




De magela e Carmem Teresa Elias

(Imagem google: transeuntes correndo assustados enquanto os edifícios desabavam na rua Treze de Maio)

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