terça-feira, 28 de fevereiro de 2012

NO MEIO AO NADA DESCUBRO O AMOR



Em meio ao nada descubro o amor...
Na incerteza de meu tempo, descubro que não são só sentimentos
Que ficam no meio de tudo:
Há também os desejos, que deles falam quase tudo.

Querer algo, leve, sensível, adocicado parece o normal;
Mas, pela vida, o que se nota, é que nem todo querer vem do real.
Na maioria das vezes, além do querer, impõe-se a necessidade
De criar mais um capricho e um perdão nesse mal.

Vontade que pode ser substituída por outra e mais outra.
Como substituir o mais valioso: a vida por poesia,
E um querer verdadeiro por alegria...
E no meio disso: saudade, desapego, solidão, melancolia ...amor

Fico olhando o céu e o mar...
Inevitáveis comparações surgem feito criança,
Descobrindo mundos outros, dentro de um mesmo,

Tento entender os limites que me levam a justificar seus segredos:
Entre a beleza é que se percebe o meio...
Mais um acaso querendo ser o primeiro.

O acaso faz o dia terminar dizendo que tudo foi belo,
Que amanhã nascerá tudo revigorado e novamente...
Mas é o mesmo acaso que me traz seus olhos e seus prantos
Fazendo seu sorriso acompanhar o brilho das incertezas.

O mesmo acaso também me faz perceber-te no meio do oceano!
Sem rumo certo e sonhando com uma terra real...
E até nisso se percebe um meio, a parte certa que te leva para lugares jamais navegados e, a parte outra que te faz regressar.

No meio de seu corpo há o umbigo, que por um simples toque faz lembrar
Que em meio ao nada, que no meio do céu...
Que no meio do teu mar...
Existe o teu amor, onde eu sempre vou estar!





De Magela e Carmem Teresa

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