segunda-feira, 3 de dezembro de 2012

LUCIDEZ DAS ÁGUAS


 
 
Quando o estado de união acaba

 Primeiro parte-se uma realidade em duas

 Findam-se as comparações entre dias e poesias

 E perde-se a razão das chuvas e das metafóricas luas.

 

 A cumplicidade ,em sonho ou ilusão,

 É só mais uma metáfora de chuva:

 O estado lúcido das águas ...

 Brilho suave sobre a terra, ou destruição fatal

 

Mas a solidão faz o homem preferir as luas

 Os sentidos impossíveis, as companhias noturnas

 A indistinção dos sonhos e pesadelos

 A pressa e a lentidão similares dos encontros enfadonhos

 

No meu entendimento de amor

 Chuva fina e raio de luar

 São comparações como dizer te quero em vida e também em fantasia:

 Completude que jamais se rasga em duas

 

Até o triste dia em que um desentende o sentido...e do amor

Sobram-se as metáforas

 Divididas, rasgadas e incompreendidas

Nascendo como minha não poesia.

 

Carmem Teresa Elias

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