quinta-feira, 28 de junho de 2012

Apfelstrudel...ou Torta de Maçã





Tem café?

Não sei o que baixinho ela tanto retrucava.

Parecia estranha...

Acho que estava cósmica!


“Nós somos os mestres de nosso

Próprio universo!“

Alguém sempre falava,

Indo além da retórica.



Ainda resmungando ouvi do que se tratava:

“Toda verdade tem sua própria força na gravidade...”

E isso faz de nós uma só mente!

(Ela) se achava em estado de união.



Lembrou-se de algo no passado...

Apfelstrudel, talvez.

Procurando na mente a tradição das maçãs quentes,

E eu só queria um café carente.



Abduzi: derreta a manteiga com açúcar,

Acrescente pó de canela e misture antes de por na assadeira.

Coloque maças cortadas, com as cascas para cima e gravetos de canela...

Lembrava as pernas delas!... Deixe em forno médio até ficarem macias.



Os olhos dela foram ficando morteiros...

Festa alemã...Culinária em Petrópolis não é para forasteiro.

Estado de união, consciência cósmica, universo...

Misturando tudo na força da gravidade,

Não sei quem experimentou primeiro


De Magela e Carmem Teresa Elias



( Conversávamos sobre ciência noética. E também sobre a Bauernfest e o preparo do Apfelstrudel. Ela tinha a receita que costumava fazer e foi me explicando. Misturamos tudo com poesia e homenageamos as tradições dos pioneiros alemães que desbravaram novos universos ao virem para Petrópolis).

Bauernfest : Bohemia, Kassler, Apfelstrudel e você desfilando




Bauernfest, estrategicamente vestida...

Desfile de domingo à alemã.

Oktoberfest daqui, situação contrária e revestida,

Mas é o melhor em Petrópolis.



Pais e filhos correndo sem tempo!

Filhos adocicados que nos fazem desfilar...!

Sensações novas, misturadas ao desalento,

Repassados no Rio entre tantos monumentos.



Para ser feliz precisamos exceder...!

Frente a frente com a cidade toda; será que vão perceber?!

Filhos a tira-colo...

Família guarnecida... Novamente estou na avenida.



Festa alemã do tipo Oktober...

Roupas tradicionais...

Entre todos os monumentos

Não saberei misturar meus pensamentos.

 Carmem Teresa Elias e De Magela

terça-feira, 26 de junho de 2012

TUDO NORMAL, SEM CARNAVAL

 ( a Rio + 20 acabou...)





A vida está voltando ao normal...

Mas a semana foi de amargar, além de secar o sol, ainda jogaram sal!

Comitivas presidenciais, festa privadas, dinheiro público, aparecidos...

Pandemônio até no computador!



Meu Rio esta latente,

Agora só tem presidente...

Exército e comitivas, escopetas, teleguiados...

Fragatas desfilando, prostitutas, travestis de todos os lados.

Embargo!



Será alguma missão secreta do Berlusconi...?

Ocuparam sessenta quartos do Palácio, só para descansar...!

Copacabana ficou mais chique: cheia de chilique.(Rio mais vinte)

Bum! Armadjnejar.



Pura politiquice!

Queria vê-los jogando uma pelada no Flamengo...

Fingir que vão limpar o mundo da maluquice:

Mentira de meninice que desde já, vai me doendo.



De Magela e Carmem Teresa Elias

domingo, 24 de junho de 2012

Vazia Indagação







Hora

calada e vazia:

a vida fala sozinha.



O coração bate,

ainda, ao mesmo ritmo

em que as estrelas brilham



E à eternidade indaga

A única verdade que importa:

Haverá amanhã?

 
 
 (A  RIO + 20 TERMINOU ...SEM DAR RESPOSTAS.)

quarta-feira, 20 de junho de 2012

AZUL, POESIA EM DELÍRIO ( 2 versões)


EM TEMPOS DE RIO + 20 , UMA POESIA AO NOSSO PLANETA

por CARMEM TERESA ELIAS E WALTER DE ARRUDA


AZUL- POESIA EM DELIRIO

(Versão poética )

Entre

Ser e não ser

Sou, tudo que desejo ser

No deserto sou o muçulmano

Entre as estrelas me transformo

E sou o próprio tempo



Preso, atravesso

Dimensões em Liberdade...

O Planeta Azul e o Verde Esmeralda

São as minhas casas plenas de esperanças

Mas se permito, perdem a Consciência

Universal e ameaçam extinguir

Pelo equilíbrio a vida

Humana e viva

Superfície

Interior





Sou sim

Que desejo ser...

Doçura, beleza. delírio !

Em exequível botão se abre esta mente

E sonha, fantasia, futura, advém

Inesgotável fonte ébria

De florescer



Ser... De um guri

O olhar curioso, profundo azul

Dos mares do sul ao deserto , o tuareg

Ser a dilação do tempo, céus

E atravesso as dimensões...



Para observar a Terra

Desde perto ou de lá longe

Ser... É estender a textura azul...

Do planeta ao interior do homem

Em plácido infinito segredo,

Gravitar o sonho

Botão azul

Florescer

Universo

Enquanto a mente sente e vira Ente!

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VERSÃO 2

(em prosa poética)

Entre

Ser e não ser

A Vida é tudo que deseja ser

Na paragem do deserto é o muçulmano,

Entre as estrelas se transforma

E, na Terra é o próprio tempo

Preso a atravessar

Dimensões em Liberdade...


 
O Planeta Azul e o Verde Esmeralda

A extensão de mares e a vivacidade das matas

São casas plenas de esperanças e se moradores perdem

A Consciência Universal e ameaçam extinguir

O equilíbrio da vida?



Humano e vivo...

Superfície e Interior

Da Terra e do Homem

Feitos um do outro


 
A vida é assim

Diferendo igual

Tudo que deseja ser...

Doçura, beleza. delírio !

Em exequível botão se abre esta mente

E sonha, fantasia, futura, advém

Inesgotável fonte ébria

De florescer



Ser... De um guri

O olhar curioso, profundo azul

Dos mares do sul ao deserto, o tuareg

Ser a dilação do tempo, céus

Através dimensões...



Para observar a Terra

Desde perto ou de lá longe

Ser... É estender a textura azul...

Do planeta ao interior do homem

Em plácido infinito segredo,

Gravitar o sonho

Botão azul

Florescer

Universo

Enquanto a mente sente e vira Ente!


terça-feira, 19 de junho de 2012

CHUÁ

Em tempos de RIO Mais 20...


Chuá





Uma cachoeira, como o desejo, pode se lançar extenuante ao seu final

Ou, como o amor, pode necessitar de três tombos antes de magoar

De longe, aquelas águas, são coisas belas,

E, juntando com o canto dos pássaros, ruídos silvestres, pequenos animais,

Submete-se, em lágrimas, a alma ao que não se sentirá jamais!



É no silêncio que o amor se desfaz.

Silencio dos rios sem o arrepio de seu braços

Raios de sol despencando e querendo reluzir

Com a mesma aflição das águas querendo seu corpo seduzir

E pedras se amontoando, banhando seus risos inteiriços a rolar...



E a cada queda que se ouça o canto

A primeira dor demonstra a insegurança que há naquele olhar...

Águas ainda fracas,ao cair, arrastam olhos atrevidos que por ali ficavam.



A segunda queda do amor despenca por encostas,

Arrasta consigo a dor do medo, a proteção, o respeito

Até parar na superfície de um lago onde se confundem

Amor e desejo no artificio entre seus beijos,



A terceira queda repõe o silêncio

Mágoa e dor ...Areia, fundo macio e branco para tocar teus segredos

Destino que esconde o amor, rio que retoma o curso...



No amor, as lágrimas que choro entendem as cachoeiras.

Para não dizer o como vivo quando te deixo, elas seguem o teu rumo

Caem em pequenos tombos, levando o que de nós ainda insiste por lembrar...

Canto triste das matas, rios e de uma cachoeira abraçando seu final: Até a dor do adeus é superficial..



Carmem Teresa Elias e De Magela

segunda-feira, 18 de junho de 2012

quinta-feira, 14 de junho de 2012

MEIO


Inicia-se no Rio de Janeiro a RIO  Mais 20.
Pensar o Meio Ambiente, é pensar o homem, para que ele se entenda e entenda a importancia do ambiente.



                                                   MEIO




Parto das palavras

Que o olhar dela, isento de silêncio, me confidencia.
Como diante de uma verdade nua, fico perdido,
Em meio a tanto que sinto, mas não consigo contar.

É assim que fico contraindo dores por esse parto
No meio termo, na meia boca.
Meio torto...
Com uma vontade louca de poder gritar de amor.

Perto da evidente vontade dela
Sigo meio desajeitado...
Meio calado...no meio do mundo,
E meio carente de tudo.

Dou meia volta...Tento arrancar à força
Minha meio tímida insensatez. Fico meio contente.
Meio sem água e sem sede
No meio da estrada.

Ela é meio desalinhada.
Eu sou meio descrente:
Ser a vida é uma questão de meio termo,
O que dizer para o meio ambiente?


CARMEM TERESA ELIAS E DE MAGELA

quarta-feira, 6 de junho de 2012

CIÚMES DE MARTE

(Hoje Vênus passará entre o Sol e a Terra, e Marte olhará com ciúmes.)


CIÚMES DE MARTE



Ter ciúmes é por demais arriscado,
Confessa-se a emoção
Quando o risco da paixão deixa desenho
Traçado no espaço...
Voo extremamente em vão!

Apreciadores no mundo
Que ficam de olho nos eventos raros,
Suspirarão pela beleza do atrevimento de Vênus...
Fenomenizam o que há de ser observado
Em cada segundo, sem se lembrar de Marte.

Há amores que necessitam do anonimato!
Precisam que se esconda o horizonte.
Há amores de raro prazer e do mesmo fato:
Fogo que arde e queima, calor que não se interrompe
Reluzente ciclo atravessando estrelas...



De Magela e Carmem Teresa Elias