segunda-feira, 9 de dezembro de 2013

O Barco e O Mar


O Barco e o Mar

Tudo bem...?
Estou aprendendo a não dar importância a perturbações.
Recentemente você disse: deve-se  viver e não  se enroscar
Que a maior parte das respostas vem do mar.
*
Realmente, estou notando algumas verdades nisso.
A vida pode ser complicada se não houver um mínimo de paz
Areia molhada...
Quer caminhar comigo? As ondas vêm e vão... E a vida leva e traz.
*
Tudo bem...
Sabemos o que interessa agora
Você é como o mar...  
 Me traz respostas.
*
Por todo lado que olho  vejo você  chegando
Parece me ouvir quando estou sussurrando
Mesmo que um  barco perca a luta contra o mar

Entenda o detalhe do  encalhe...mistura de  areia com sal.

Carmem Teresa Elias e De Magela Poesias



Foto por Carmem Teresa Elias em praia de Copacabana em 09/12/20013

sábado, 7 de dezembro de 2013

Trago artigo meu publicado no Diário de Petrópolis


Quarta-feira, 04 de dezembro de 2013
NÃO SER APENAS SOCIAL...SER HUMANO
CARMEM TERESA DO NASCIMENTO ELIAS

Em palestra recente, na Academia Brasileira de Letras, sobre a contemporaneidade e seus problemas, o Professor Cândido Mendes alertou sobre a grave questão da incomunicabilidade.
Vivemos uma Era em que os canais de comunicação nunca foram tão amplos e abrangentes, principalmente, graças à expansão da internet. Paradoxalmente, contudo, esse índice de inter-comunicabilidade tão grande compromete a sua própria sustentabilidade. Pesquisas demonstram que mais de 50 % da população das cidades está conectada simultaneamente em conversas com quatro ou cinco pessoas, e que o índice de atenção dado a cada troca efetivamente significativa de conteúdo nas mensagens cai vertiginosamente na mesma proporção em que mais e mais nos comunicamos virtualmente. Não raro é o caso em que um indivíduo pensa estar interagindo com o mundo quando, em realidade concreta, está em profundo isolamento e solidão diante de uma tela dirigindo-se apenas a si mesmo.
A comunicação, acima de tudo, é uma troca, não apenas de informação, mas também um elemento vital para a formação e manutenção de laços de amizade e emoções. À medida em que o ser humano e a sociedade se tornam competitivos, exclusivistas e egoístas, tais elos não mais se formam. Como consequência, seres humanos vistos como não mais sendo ‘produtivos’ ou ‘ socialmente úteis’_ sob óticas materialistas, é claro_ são facilmente excluídos de aceitação, respeito e cidadania.
Nesse momento, de ensejos natalinos, a oportunidade de revermos o conceito de fraternidade é sempre reposta. Deveras, é uma questão para todo e cada dia do ano, diante do contraste com o egoísmo, o isolamento e a exclusão.
Um dos pontos ao qual me refiro por exemplo, é a situação dos idosos em asilos. Há abrigos muito bem estruturados, onde todos os critérios do bem estar são respeitados. Porém há também muitos idosos que são, simplesmente, abandonados em qualquer instituição e vivem à mercê do isolamento social e do esquecimento de suas próprias famílias, como se fosse peças descartáveis!
Há diversas campanhas sociais que recolhem roupas, alimentos, donativos para orfanatos e asilos, e são, sim, dignos de reconhecimento pela ação desempenhada. Entretanto, acima de tudo, não se pode esquecer a importância de cada um de nós tirarmos alguns minutinhos de nosso egoísmo e, presencialmente, nos dirigirmos a uma desses estabelecimentos para trocar uma palavra, para ouvir uma historia de vida, para abraçar, para acolher, para olhar nos olhos, para provocar um sorriso, em crianças ou idosos que, mais do que materialmente carentes, são também carentes de humanidade.
Diga Bom dia a seu vizinho. Abrace seu parente. Sente-se à mesa com seus amigos. Leve um sorriso e atenção a um desconhecido que, acima de tudo, precisa demais de você enquanto pessoa humana.
E conte a seus conhecidos, sim, que você fez e faz isso. Que você praticou e pratica ações humanitárias junto aos carentes ou excluídos! Porque só assim, expondo-se como exemplo, você poderá conscientizar mais e mais pessoas a cerca da necessidade imperiosa de dirigir um olhar e um gesto de amor em direção ao próximo.
Faça-se presença e mostre a outrem. Isso é cidadania! Dar-se como exemplo não se trata de exibicionismo, mas o contrário, sim, é egoísmo, isolamento e solidão.

CARMEM TERESA ELIAS.
Agradeço a Andréa Lopes Garcia pela publicação. 

sexta-feira, 12 de julho de 2013

Estética I

Estética I



Advém de Platão...

Uma percepção de certo grau de comunicação

Na beleza absoluta que existe entre mundos,

 Provenientes que são das ideias.



Olhos, coração, e a alma...

São atraídos pela beleza,

E a essência na alma contrapõe-se

Por querer, justo, unir-se a ela.



Mesmo sabendo poder deparar-se

Com o mundo em matéria...

Da recordação de que tudo é absoluto

Conquanto a realidade também é a imitação



O amante em êxtase reconhece o teu brilho.

Reconhece que a verdade só tem contemplação,

Por que toda estética da beleza...

Conduz ao  amor em perfeição.


Carmem Teresa Elias e De Magela





quinta-feira, 11 de julho de 2013

BRILHO

BRILHO



Imagens são breves visões...
Para quem captura tanto sentimento no peito,
E o transforma em palavras  que o mundo fala,
Descreve, entende e guarda.

Por outra estética:
Vejo bem perto o brilho que emana na essência do belo
Na proximidade capaz do recontar consciente,
Na chama certa de cada palavra.

É por isso que amo o mais belo de ti... palavra que alucina.
O mais belo de mim... esse sol longínquo de ondas claras
Que como os teus olhos, com exatidão, se aproxima
E dita a poesia de cada  dia como a mais  rara 

Ninguém me escreve tão bem  quanto a ti!
Ninguém visita meus quilombos reclusos em águas e matas
Ninguém estampa com tantas flores amarelas e vermelhas

A luz, a vida, e a graça que dançam cirandas em Paraty.

Carmem teresa Elias e De Magela

quarta-feira, 19 de junho de 2013

ACORDA, BRASIL!

Acorda, Brasil, Desperta da montanha



De que servem teus braços
Sempre entregues em trabalho pesado?

De que servem teus pés
Atolados em lamas nem sempre de terra?

De que serve teu corpo forte
Dilacerado em fome, miséria, falta de escola?

Tua mente moldada em apatia de massas
Teu coração enganado em promessas falsas

Dorme uma nação gigante
Como um postal.... Gigante de pedra
Montanha que só de longe se avista
Do vasto oceano de quem chega ao Rio

Dormirás eternamente como a montanha
Escrava das pedras?
Calarás tua voz, adormecida e esplêndida
No canto inconsciente de um hino?

Ou haverá, enfim, um despertar?
Raios fúlgidos, brado heroico,
Primavera dos bosques, consciência e sol de liberdade...

Tua vida mais viva
Em mais vida, mais amor
Sopro nascido de mundo novo.

Acorda , acorda e levanta
Levanta teus braços, teus pés, teu corpo
Ergue a voz, o canto, o grito, a dor

Espelha no agora tua grandeza
Pois um país se faz de homens

Luta, justiça, clamor e honra !

quarta-feira, 12 de junho de 2013

Quem Ama Liberta

Quem Ama Liberta


Disfarçada, ela estava na floresta.
Lugar lindo, ou agradável, não sei.
Sei que havia...
Certa felicidade no ar.

Veio ao seu encontro um tocador de flauta,
Cuja saudação era uma doce música.
Tocava e atrai pássaros...
Que o acompanhavam na melodia.

- O que faz, linda senhora?
- Procuro alguém que queira se apaixonar.
- E isso é bom?
- O amor quando é verdadeiro coloca a felicidade em seu lugar.
- Como sabe?
- Vou te contar um segredo; cuido da natureza e suas fraquezas.
- E qual seria a minha fraqueza?
- O amor!


De Magela /Carmem Teresa Elias

terça-feira, 28 de maio de 2013

AGRADEÇO

Agradeço




Poderíamos nunca ter sabido da existência...
Poderíamos ter vivido em tempos distintos
Sem ter ao menos sonhado
Um encontro assim.

Queria poder agradecer os olhos, mãos e braços!
Queria poder entender porque nada acontece por acaso
E acontecendo, nos faz produzir, criar crescer, caminhar,
Sem ter medo de nossos passos.

A fonte da minha alegria é a tua calma.
A voz tranquila...
Tamanha delicadeza que um simples olhar nos olhos
Faz tanto acontecer.

Como nunca posso tudo isso dizer,
Agradeço a mãe natureza,
Que nos fez barro. Que nos fez vento. Que nos dá o alento

De amar e sofrer.

Carmem Teresa Elias/ De Magela

ACEITO !


Aceito!




Café?
A brisa fria do outono,
Parece perguntar.
Aceita um café ou prefere um pouco de chá?

Aquele que tenha exaltado a formosura sem exagero.
Preparado com o perfume de cada grão
Que ofertado à água com o maior selo,
Trazendo o gosto da vida sem precaução!

Ao viajar no aroma, que se possa lembrar-se de mim!
E que sem condições, ele também seja puro.
Que seja quente!
Que seja maduro e eloquente.

E que fechando teus olhos...
Servido acompanhado...
Do amor que se tem no peito,
A branda voz da alma quase em murmúrio, diga: aceito!


Carmem Teresa Elias / De Magela

segunda-feira, 27 de maio de 2013

BEIJO SEM PONTUAÇÃO

Beijo sem pontuação






Por paixão...
Fiz daquele beijo,
Um desafio sem qualquer pontuação,
Colado, colado, sem reticências!

Antes, sem travessão...
Agora, depois da vírgula, sem nenhum espaço.

Talvez, por acaso...
Ou, por pirraça!

Fiz daquele desejo
Um jogo de metáforas afastadas.
Com espaçamento duplo...
Deixando a ideia no ar!

Para que o amor possa fazer sentido
Precisa ser escrito em linhas separadas.
Qualquer pontuação deixa seu sentido no ar...
E as lagrimas programadas!




De Magela/Carmem Teresa Elias

quarta-feira, 15 de maio de 2013

As Lágrimas de Maria


As lágrimas de Maria

 

 Postaram-se em capela fria...

 A família, o silêncio e alguns vitrais.

 Diante daquele colorido e da introspecção para quem quiser:

 Jardins celestes; rosas; a revelação do Espírito Santo e, fé.

 

 Que a menina, ao pai perguntou:

 Como faço para rezar?

 Queria ver as lágrimas de Maria...

 E com respeito, tocar em suas mãos.

 E, disse o velho pelo sussurro:

 Estas contas que carrego em minhas mãos, são na verdade o pranto de Nossa Senhora, quando aflita, pelos caminhos sem desterros procurava o filho seu. Tendo no coração a dor que só Deus consola.

 

 Muitos chamam rosário...

 Muitos chamam de prece aos arrependimentos...

 Muitos o chamam de caminhos das almas.

 E, muitos são os entendimentos.

 

 O que sei, é que aqui viemos em paz.

 Corações aflitos por cinqüenta ave-marias!

 Dores compactadas em três glórias-ao-pai...

 Suplicantes em uma Salve-Rainha.

 

 Na vida há muitos mistérios...

 Para que sejam esclarecidos juntando em contas, os pretos velhos:

 Orações, miçangas, lágrimas de quem o fizer...

 Com cruz de arruda, canudo de pito e guiné.

 

 A menina calou-se.

 Seus olhos eram os olhos do mar à noite: calmos e perdidos.

 Na explicação farta daquelas palavras, meio que agradecendo,

 Seu coração foi tecendo novas verdades e outros pedidos.

                       Roma Magela e Carmem Teresa EliasMuitos chamam rosário...
Muitos chamam de prece aos arrependimentos...
Muitos o chamam de caminhos das almas.
E, muitos são os entendimentos.


O que sei, é que aqui viemos em paz.
Corações aflitos por cinqüenta ave-marias!
Dores compactadas em três glórias-ao-pai...
Suplicantes em uma Salve-Rainha.


Na vida há muitos mistérios...
Para que sejam esclarecidos juntando em contas, os pretos velhos:
Orações, miçangas, lágrimas de quem o fizer...
Com cruz de arruda, canudo de pito e guiné.


A menina calou-se.
Seus olhos eram os olhos do mar à noite: calmos e perdidos.
Na explicação farta daquelas palavras, meio que agradecendo,
Seu coração foi tecendo novas verdades e outros pedidos.Muitos chamam rosário...
Muitos chamam de prece aos arrependimentos...
Muitos o chamam de caminhos das almas.
E, muitos são os entendimentos.


O que sei, é que aqui viemos em paz.
Corações aflitos por cinqüenta ave-marias!
Dores compactadas em três glórias-ao-pai...
Suplicantes em uma Salve-Rainha.


Na vida há muitos mistérios...
Para que sejam esclarecidos juntando em contas, os pretos velhos:
Orações, miçangas, lágrimas de quem o fizer...
Com cruz de arruda, canudo de pito e guiné.


A menina calou-se.
Seus olhos eram os olhos do mar à noite: calmos e perdidos.
Na explicação farta daquelas palavras, meio que agradecendo,
Seu coração foi tecendo novas verdades e outros pedidos.Muitos chamam rosário...
Muitos chamam de prece aos arrependimentos...
Muitos o chamam de caminhos das almas.
E, muitos são os entendimentos.


O que sei, é que aqui viemos em paz.
Corações aflitos por cinqüenta ave-marias!
Dores compactadas em três glórias-ao-pai...
Suplicantes em uma Salve-Rainha.


Na vida há muitos mistérios...
Para que sejam esclarecidos juntando em contas, os pretos velhos:
Orações, miçangas, lágrimas de quem o fizer...
Com cruz de arruda, canudo de pito e guiné.


A menina calou-se.
Seus olhos eram os olhos do mar à noite: calmos e perdidos.
Na explicação farta daquelas palavras, meio que agradecendo,
Seu coração foi tecendo novas verdades e outros pedidos.Muitos chamam rosário...
Muitos chamam de prece aos arrependimentos...
Muitos o chamam de caminhos das almas.
E, muitos são os entendimentos.


O que sei, é que aqui viemos em paz.
Corações aflitos por cinqüenta ave-marias!
Dores compactadas em três glórias-ao-pai...
Suplicantes em uma Salve-Rainha.


Na vida há muitos mistérios...
Para que sejam esclarecidos juntando em contas, os pretos velhos:
Orações, miçangas, lágrimas de quem o fizer...
Com cruz de arruda, canudo de pito e guiné.


A menina calou-se.
Seus olhos eram os olhos do mar à noite: calmos e perdidos.
Na explicação farta daquelas palavras, meio que agradecendo,
Seu coração foi tecendo novas verdades e outros pedidos.Muitos chamam rosário...
Muitos chamam de prece aos arrependimentos...
Muitos o chamam de caminhos das almas.
E, muitos são os entendimentos.


O que sei, é que aqui viemos em paz.
Corações aflitos por cinqüenta ave-marias!
Dores compactadas em três glórias-ao-pai...
Suplicantes em uma Salve-Rainha.


Na vida há muitos mistérios...
Para que sejam esclarecidos juntando em contas, os pretos velhos:
Orações, miçangas, lágrimas de quem o fizer...
Com cruz de arruda, canudo de pito e guiné.


A menina calou-se.
Seus olhos eram os olhos do mar à noite: calmos e perdidos.
Na explicação farta daquelas palavras, meio que agradecendo,
Seu coração foi tecendo novas verdades e outros pedidos.Muitos chamam rosário...
Muitos chamam de prece aos arrependimentos...
Muitos o chamam de caminhos das almas.
E, muitos são os entendimentos.


O que sei, é que aqui viemos em paz.
Corações aflitos por cinqüenta ave-marias!
Dores compactadas em três glórias-ao-pai...
Suplicantes em uma Salve-Rainha.


Na vida há muitos mistérios...
Para que sejam esclarecidos juntando em contas, os pretos velhos:
Orações, miçangas, lágrimas de quem o fizer...
Com cruz de arruda, canudo de pito e guiné.


A menina calou-se.
Seus olhos eram os olhos do mar à noite: calmos e perdidos.
Na explicação farta daquelas palavras, meio que agradecendo,
Seu coração foi tecendo novas verdades e outros pedidos.Muitos chamam rosário...
Muitos chamam de prece aos arrependimentos...
Muitos o chamam de caminhos das almas.
E, muitos são os entendimentos.


O que sei, é que aqui viemos em paz.
Corações aflitos por cinqüenta ave-marias!
Dores compactadas em três glórias-ao-pai...
Suplicantes em uma Salve-Rainha.


Na vida há muitos mistérios...
Para que sejam esclarecidos juntando em contas, os pretos velhos:
Orações, miçangas, lágrimas de quem o fizer...
Com cruz de arruda, canudo de pito e guiné.


A menina calou-se.
Seus olhos eram os olhos do mar à noite: calmos e perdidos.
Na explicação farta daquelas palavras, meio que agradecendo,
Seu coração foi tecendo novas verdades e outros pedidos.Muitos chamam rosário...
Muitos chamam de prece aos arrependimentos...
Muitos o chamam de caminhos das almas.
E, muitos são os entendimentos.


O que sei, é que aqui viemos em paz.
Corações aflitos por cinqüenta ave-marias!
Dores compactadas em três glórias-ao-pai...
Suplicantes em uma Salve-Rainha.


Na vida há muitos mistérios...
Para que sejam esclarecidos juntando em contas, os pretos velhos:
Orações, miçangas, lágrimas de quem o fizer...
Com cruz de arruda, canudo de pito e guiné.


A menina calou-se.
Seus olhos eram os olhos do mar à noite: calmos e perdidos.
Na explicação farta daquelas palavras, meio que agradecendo,
Seu coração foi tecendo novas verdades e outros pedidos.Muitos chamam rosário...
Muitos chamam de prece aos arrependimentos...
Muitos o chamam de caminhos das almas.
E, muitos são os entendimentos.


O que sei, é que aqui viemos em paz.
Corações aflitos por cinqüenta ave-marias!
Dores compactadas em três glórias-ao-pai...
Suplicantes em uma Salve-Rainha.


Na vida há muitos mistérios...
Para que sejam esclarecidos juntando em contas, os pretos velhos:
Orações, miçangas, lágrimas de quem o fizer...
Com cruz de arruda, canudo de pito e guiné.


A menina calou-se.
Seus olhos eram os olhos do mar à noite: calmos e perdidos.
Na explicação farta daquelas palavras, meio que agradecendo,
Seu coração foi tecendo novas verdades e outros pedidos.
E, disse o velho pelo sussurro:
Estas contas que carrego em minhas mãos, são na verdade o pranto de Nossa Senhora, quando aflita, pelos caminhos sem desterros procurava o filho seu. Tendo no coração a dor que só Deus consola.


Muitos chamam rosário...
Muitos chamam de prece aos arrependimentos...
Muitos o chamam de caminhos das almas.
E, muitos são os entendimentos.


O que sei, é que aqui viemos em paz.
Corações aflitos por cinqüenta ave-marias!
Dores compactadas em três glórias-ao-pai...
Suplicantes em uma Salve-Rainha.


Na vida há muitos mistérios...
Para que sejam esclarecidos juntando em contas, os pretos velhos:
Orações, miçangas, lágrimas de quem o fizer...
Com cruz de arruda, canudo de pito e guiné.


A menina calou-se.
Seus olhos eram os olhos do mar à noite: calmos e perdidos.
Na explicação farta daquelas palavras, meio que agradecendo,
Seu coração foi tecendo novas verdades e outros pedidos.
E, disse o velho pelo sussurro:
Estas contas que carrego em minhas mãos, são na verdade o pranto de Nossa Senhora, quando aflita, pelos caminhos sem desterros procurava o filho seu. Tendo no coração a dor que só Deus consola.


Muitos chamam rosário...
Muitos chamam de prece aos arrependimentos...
Muitos o chamam de caminhos das almas.
E, muitos são os entendimentos.


O que sei, é que aqui viemos em paz.
Corações aflitos por cinqüenta ave-marias!
Dores compactadas em três glórias-ao-pai...
Suplicantes em uma Salve-Rainha.


Na vida há muitos mistérios...
Para que sejam esclarecidos juntando em contas, os pretos velhos:
Orações, miçangas, lágrimas de quem o fizer...
Com cruz de arruda, canudo de pito e guiné.


A menina calou-se.
Seus olhos eram os olhos do mar à noite: calmos e perdidos.
Na explicação farta daquelas palavras, meio que agradecendo,
Seu coração foi tecendo novas verdades e outros pedidos.
E, disse o velho pelo sussurro:
Estas contas que carrego em minhas mãos, são na verdade o pranto de Nossa Senhora, quando aflita, pelos caminhos sem desterros procurava o filho seu. Tendo no coração a dor que só Deus consola.


Muitos chamam rosário...
Muitos chamam de prece aos arrependimentos...
Muitos o chamam de caminhos das almas.
E, muitos são os entendimentos.


O que sei, é que aqui viemos em paz.
Corações aflitos por cinqüenta ave-marias!
Dores compactadas em três glórias-ao-pai...
Suplicantes em uma Salve-Rainha.


Na vida há muitos mistérios...
Para que sejam esclarecidos juntando em contas, os pretos velhos:
Orações, miçangas, lágrimas de quem o fizer...
Com cruz de arruda, canudo de pito e guiné.


A menina calou-se.
Seus olhos eram os olhos do mar à noite: calmos e perdidos.
Na explicação farta daquelas palavras, meio que agradecendo,
Seu coração foi tecendo novas verdades e outros pedidos.
E, disse o velho pelo sussurro:
Estas contas que carrego em minhas mãos, são na verdade o pranto de Nossa Senhora, quando aflita, pelos caminhos sem desterros procurava o filho seu. Tendo no coração a dor que só Deus consola.


Muitos chamam rosário...
Muitos chamam de prece aos arrependimentos...
Muitos o chamam de caminhos das almas.
E, muitos são os entendimentos.


O que sei, é que aqui viemos em paz.
Corações aflitos por cinqüenta ave-marias!
Dores compactadas em três glórias-ao-pai...
Suplicantes em uma Salve-Rainha.


Na vida há muitos mistérios...
Para que sejam esclarecidos juntando em contas, os pretos velhos:
Orações, miçangas, lágrimas de quem o fizer...
Com cruz de arruda, canudo de pito e guiné.


A menina calou-se.
Seus olhos eram os olhos do mar à noite: calmos e perdidos.
Na explicação farta daquelas palavras, meio que agradecendo,
Seu coração foi tecendo novas verdades e outros pedidos.

sábado, 11 de maio de 2013

PARA MÃES E FILHOS


“Ao poder destrutivo, entreguei minha Criação

Diante de sua força, entreguei minha fraqueza,

Ao medo, mostrei o enfrentamento,

Ao preconceito, mostrei  as duas faces

Para as distorções, havia dito verdades

Perante egos disfarçados,assinei e  concordei...

 

Fizeram  minha vida e de minhas palavras parecerem  um jogo de antíteses

Mas foi assim mesmo que aconteceu

A realidade dos fatos:

Aos que fizeram de mim anonimato, eu fiz a HISTÓRIA !”

                                                      

                                                       A/ por NELSON MANDELA

                                                    Na noite de 10 para 11 de maio de 2013

 

    Acontceu esta noite. Fui dormir muito triste, sem respostas a dar à vida. Mas dormi e sonhei: Estava em uma caverna, uma catacumba ou uma cova, ou algo parecido assim. Uma voz firme me chamava com suavidade. Havia um ser fisicamente fraco, muito fraco, deitado e encolhido ali. E ao me aproximar ele me disse : “ Sou o Nelson. Meu nome é Nelson Mandela, Carmem. E entre sorrisos de quem se conhece, ele me disse o texto acima...

   Pensei em guardar esse sonho para mim. Mas, justamente na Africa, uma vez me disseram que mostrar conhecimento pode parecer coisa de egos inflados; porém, quem guarda palavras somente para si demonstra seu verdadeiro egoísmo.

  Pensei guardar, então, esse texto até dia 13, para, simbolicamente, celebrar a libertação dos escravos aqui no  Brasil.

   Acontece que foi na Africa que conheci A Grande MÃE , a Grande MÃE AFRICA, Mãe Terra, Mãe de todos nós, Mãe da Vida e do Planeta. Para conhecê-la é necessário ter posto os dois pés no solo africano; é necessário presenciar os cães selvagens caçarem e devorarem a presa com toda a bestialidade da fome; atravessar savanas e pegar leões no colo; aprender com as mães negras os modos de carregar suas crianças no colo, e aprender a enxergar miséria, desnutrição, deformidades ( muito mais cruéis ainda do que aqui ) ...

  Portanto, entrego meu sonho desta noite, nessas palavras jogadas ao ar, para Grande Mãe e seu grande Filho Nelson,  assim como para todas as demais  Mães e seus Filhos .

                           

                                                              CARMEM TERESA ELIAS

                                                                     11 de maio de 2013

segunda-feira, 6 de maio de 2013

TEMPORAL


TEMPORAL

 


Temporal em nossas vidas...

Chuvas se desdobrando em águas e estragos.

Um vento assola em ventania

Diferente de tudo o que eu queria.

 

Árvores aflitas sobre a faixa....

Multidões não vão poder passar!

Falta água na torneira, falta luz, falta gás

Lamaçal nos calçadões.

 

E mais rajadas de vento, a cem quilômetros

Na vila Militar...

Tempo bélico...Por mais que escureça...

Na Zona Norte o vento é de matar.

 

Lembrei do que queria esquecer...

Temporais são necessários ao equilibro

No amor e no romance...

Porque será que com estes estragos fui lembrar de você?

 

  De Magela e Carmem Teresa Elias

quinta-feira, 4 de abril de 2013

É da Tua Falta que Nasce algo Sutil


É da tua falta que nasce algo sutil

 

 


 

Quem tem tudo, não vaga...!

 Porque é da falta que nasce algo tão sutil,

 Que a percepção demora a entender,

 No sentido de razão.

 

 
Sutil demais para ser percebido no coração,

 E no tempo que não volta jamais!

 Doce e o amargo que lá ficam em segredo,

 Para que a vida tenha essa simplicidade a mais!

 

 
Falo de mim.

 Falo do que posso intuir de você...!

 Falo de quando fico perdido,

 Sem a sutileza de te entender!

 

 
O que tanto procura, e o que te falta?

 Que percepção do amor traz esse incômodo...?!

 Poema pela praia é como te vejo:

 Sem querer, sem perceber esse desejo que mata!

 

 De Magela/Carmem Teresa Elias

terça-feira, 2 de abril de 2013

Perfil de Outono aos Pés do inverno


Perfis


Praia de areia densa  e escura

Ele caminha

Com chinelos de borracha

Calça jeans, camisa branca

Inflada textura do algodão das nuvens


Eu o descrevo

Para que ele saiba que eu o vejo !

Porém, perdemo-nos ...no tom:

E sob o efeito  de tanto cinza

Sei o quanto ele se sente só.


Falta o brilho...

O pequeno indispensável brilho que ele tanto esconde

E nos opacos olhos sei o quanto ele é triste!

Mesmo sorrindo,

Para caso um dia eu o encontre...


Ele não sabe que eu vim antes!!

Vim, quando a praia de areia densa e escura

Perde a distinção com o leito de um rio:

Perfil de  outono aos pés do inverno !
                        CTE

sexta-feira, 29 de março de 2013

A VOZ FICOU CALADA


 


A voz ficou calada
 



 
 
Perdi-me no tempo.
 
Perdi o “gostei daquilo”...!
 
Perdi a desculpa
 
Que me deixaria tranquilo.
 
 
Ah! Se pudesse te dizer, poxa vida...
 
Mas teu vírus já passou por aqui,
 
Que vou dar um tempo!
 
Me perdi!
 

 
Pede uma explicação meu coração...
 
Justo no momento que acreditei estar feliz,
 
Mas quem bate sempre esquece,
 
A dor que não condiz.
 
 
Agora o peito está furado.
 
Está cheio de sinônimos, palavras e antônimos,
 
Que não posso fazer mais nada!
 
Na poesia me perdi: a voz ficou calada...
       
                                      Carmem Teresa Elias e De Magela