quinta-feira, 4 de abril de 2013

É da Tua Falta que Nasce algo Sutil


É da tua falta que nasce algo sutil

 

 


 

Quem tem tudo, não vaga...!

 Porque é da falta que nasce algo tão sutil,

 Que a percepção demora a entender,

 No sentido de razão.

 

 
Sutil demais para ser percebido no coração,

 E no tempo que não volta jamais!

 Doce e o amargo que lá ficam em segredo,

 Para que a vida tenha essa simplicidade a mais!

 

 
Falo de mim.

 Falo do que posso intuir de você...!

 Falo de quando fico perdido,

 Sem a sutileza de te entender!

 

 
O que tanto procura, e o que te falta?

 Que percepção do amor traz esse incômodo...?!

 Poema pela praia é como te vejo:

 Sem querer, sem perceber esse desejo que mata!

 

 De Magela/Carmem Teresa Elias

terça-feira, 2 de abril de 2013

Perfil de Outono aos Pés do inverno


Perfis


Praia de areia densa  e escura

Ele caminha

Com chinelos de borracha

Calça jeans, camisa branca

Inflada textura do algodão das nuvens


Eu o descrevo

Para que ele saiba que eu o vejo !

Porém, perdemo-nos ...no tom:

E sob o efeito  de tanto cinza

Sei o quanto ele se sente só.


Falta o brilho...

O pequeno indispensável brilho que ele tanto esconde

E nos opacos olhos sei o quanto ele é triste!

Mesmo sorrindo,

Para caso um dia eu o encontre...


Ele não sabe que eu vim antes!!

Vim, quando a praia de areia densa e escura

Perde a distinção com o leito de um rio:

Perfil de  outono aos pés do inverno !
                        CTE