terça-feira, 22 de abril de 2014

DOCE DO AMOR





Doce do amor



As embalagens dos chocolates ainda estavam pelo chão...

Quando ela apareceu, vestida em camisola branca, tendo na

Boca um lindo sorriso e no olhar, esperança.

Desnecessárias são as palavras quando a vida quer assim.



Do chocolate vem o delicia

E o vislumbre da chegada do meu amor...

O perfume a envolver apertado

Na delicia daquele abraço.



Eu era o papel laminado dourado e prata a envolvê-la.

Ela, o motivo do enlace; na forma certa dos bombons,

Ali acondicionados; chocolate que crianças devoram!

(Ela tem esse doce...?)



O doce do amor, assim fica?

Ou, seriam apenas saudade e esperança

Labutando na distante campinas,

E presas face a face?!




Seria a Lua cheia do frio?

Pequena e exprimida...?

Na espera longa, de que...

O Sol a abraçasse?!


Seria a espera da aurora

Que entorpece o céu...

Este que indefinido, apressa-se

Em esconder estrelas?


Amada minha! Ilumina teu rosto a luz clara destas horas e pelo

Brilho dos papeis, ainda ali jogados

Na intensidade dos doces dos amores e das balas

E de beijos roubados!


Deles tenho o gosto que tenho do amor

Do instante consumido que na ilusão de

Ver teu rosto no firmamento faz o canto adocicado

De sentimento que no canto deste peito ainda dorme.




De Magela/Carmem Teresa Elias

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