quinta-feira, 24 de abril de 2014

PARCERIAS.. COMO AS FAZEMOS... HÁ UMA PORTA !

   Essa é um pergunta muito constante entre as que nos fazem. Várias são as respostas. As vezes juntamos versos já prontos .. As vezes juntamos emoções. As vezes juntamos palavras; outras vezes juntamos alegrias ou  dores.
  Eis como Há uma Porta surgiu... E de nossa segunda poesia que deu certo em parceria, chegamos à realidade concreta de uma obra ...
Seguem a versão original de  Magela , depois a versão original de  Carmem, e a versão da parceria nesta mesma postagem...


Deveria haver uma porta
*
Deveria haver uma porta
Que eu pudesse abrir,
Me transpor
Só para estar do seu lado
*
Uma passagem no tempo
Como um momento sublime
Força do pensamento
Algo, por nós codificado
*
Camélia em meus sonhos: absinto.
Rastro de flores num quarto fechado
Sonho com alegria
Quero estar do teu lado
*
Perfuma-me o tempo
Abro esta porta
Minha vida é um pensamento
Que a realidade conforta
*
Momento encantado
De tola fantasia
Que sonha com alegria
Mesmo acordado
*
De Magela
(Livro I - Poesias para a lua)


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Há uma passagem ao meio dia


Uma porta secreta
Uma dobra do tempo
Há um adeus
Há um encontro
Há um sonho que se volveu
Há luz no firmamento
E um sono eterno do qual desperto ao lado teu

Ao meio dia
Acordo as horas
Para que sigam o rumo que quiserem
Não me importa a direção
Seja dia, seja noite,
Passado ou estória por vir

Ao meio dia
Reescrevo essa canção
Reescrevo-te em nova canção
Como se o Sol fosse a minha ilusão

Contigo revivo o sonho da vida
Piso areia, deixo pegadas
Prossigo caminhadas
Recolhendo teus passos
Tuas palavras
Tuas horas de afago

Vou caminhando sobre a brisa das ondas
Versejando entre sombras
Cantarolando com pássaros
Brincando
Como se as horas não acabassem jamais
Como se de repouso eu não precisasse

Mas de súbito não estás mais ao lado meu
O relógio avança um minuto
É tarde
Tarde demais
O outro dia do mesmo dia
Nos anoiteceu,
Talvez para sempre,

Ou até a outra noite da mesma noite.

Carmem Teresa Elias 
In: Poesias Para Libertar a Alma (2004) 

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PARCERIA :

Há  Uma Porta


Há uma porta que abre o meio-dia...

Uma passagem no tempo.

 O tempo do poeta...

Porta Mágica .. secreta.


Parece encontro com Deus.

Aquela luz sublime do firmamento

Que se volveu...

Foi ele quem deu.


Nesta hora posso seguir de qualquer jeito aos braços seus,

Reescrevendo a canção

Num verso cansado

 Mesmo parecendo ilusão.


A beleza do seu amor é a força da matéria

Que a faz ser  areia...

E essa sua magia que deixa pegadas

Cujos passos eu sigo, colhendo.


É nas suas palavras que busco o afago.

Caminho nas ondas versejando e brincando

Como se o tempo não tivesse que se importar

Com a alegria.


Essa porta são seus olhos.

Meu portal no firmamento...

Minha dobra do tempo.

Luz de meu dia!


De Magela e Carmem Teresa Elias
POESIAS AO ACASO 
(2010)



REALIDADE :


E assim Poesias Ao Acaso virou Livro e uma exposição de fotos poesias em 2014.

Assim segue a vida....

quarta-feira, 23 de abril de 2014

Sussurro



Sussurre no ouvido o que aceita
Das rosas doces que em meu peito queimam
Aquela palavra pequena que tanto nos rodeia

Esta entremeia sem medos
Pétalas que guardam segredos:
Nem tudo se diz
Nem tudo se deixa ouvir

Reparou as labaredas em chamas?
Chegam em tranças
Pétalas de ar e ardor
No perfume ínfimo da paixão


Vê !
Pegue uma pétala
Uma flecha de fogo
Uma palavra apenas

Desmanche esse segredo
Que enlouquece o coração
Antes que termine o seu sussurro
E a doçura da flor

Consumida no silencio da chama

CARMEM TERESA ELIAS
Livro: CLAMOR: POESIA EM VERSO (2014) 
(TEXTO E FOTO) 
todos os direitos registrados

Há Uma Porta Ao Meio Dia






Há uma porta que abre o meio-dia...

Uma passagem no tempo.

 O tempo do poeta...

 Mágico .. secreto.


Parece encontro com Deus.

Aquela luz sublime do firmamento

Que se volveu...

Foi ele quem deu.


Nesta hora posso seguir de qualquer jeito aos braços seus,

Reescrevendo a canção

Num verso cansado

Mesmo parecendo ilusão.


A beleza do seu amor é a força da matéria

Que a faz ser  areia...

E essa sua magia que deixa pegadas

Cujos passos eu sigo, colhendo.


É nas suas palavras que busco o afago.

Caminho nas ondas versejando e brincando

Como se o tempo não tivesse que se importar

Com a alegria.


Essa porta são seus olhos.

Meu portal no firmamento...

Minha dobra do tempo.

Luz de meu dia!

CARMEM TERESA ELIAS E DE MAGELA 

Uma de nossas primeiras composições em parceria poética, que agora, anos mais tarde, dedicamos à Galeria Van Dijk, do Centro de Cultura Raul de Leoni , onde realizamos nossa exposição de foto poesia "POESIAS AO ACASO' juntamente com o lançamento de nossos dois primeiros livros, "Poesias Ao acaso' e 'Insano'. 





terça-feira, 22 de abril de 2014

PETRÓPOLIS EM CENA: EXPOSIÇÃO DE FOTO POESIA "POESIAS AO ACASO" NO CEN...

PETRÓPOLIS EM CENA: EXPOSIÇÃO DE FOTO POESIA "POESIAS AO ACASO" NO CEN...: A exposição "Poesias ao Acaso", que ocorrerá de 14 de março a 6 de abril na Sala Van Dijk, no Centro Cultural Raul de Leoni....

DOCE DO AMOR





Doce do amor



As embalagens dos chocolates ainda estavam pelo chão...

Quando ela apareceu, vestida em camisola branca, tendo na

Boca um lindo sorriso e no olhar, esperança.

Desnecessárias são as palavras quando a vida quer assim.



Do chocolate vem o delicia

E o vislumbre da chegada do meu amor...

O perfume a envolver apertado

Na delicia daquele abraço.



Eu era o papel laminado dourado e prata a envolvê-la.

Ela, o motivo do enlace; na forma certa dos bombons,

Ali acondicionados; chocolate que crianças devoram!

(Ela tem esse doce...?)



O doce do amor, assim fica?

Ou, seriam apenas saudade e esperança

Labutando na distante campinas,

E presas face a face?!




Seria a Lua cheia do frio?

Pequena e exprimida...?

Na espera longa, de que...

O Sol a abraçasse?!


Seria a espera da aurora

Que entorpece o céu...

Este que indefinido, apressa-se

Em esconder estrelas?


Amada minha! Ilumina teu rosto a luz clara destas horas e pelo

Brilho dos papeis, ainda ali jogados

Na intensidade dos doces dos amores e das balas

E de beijos roubados!


Deles tenho o gosto que tenho do amor

Do instante consumido que na ilusão de

Ver teu rosto no firmamento faz o canto adocicado

De sentimento que no canto deste peito ainda dorme.




De Magela/Carmem Teresa Elias