quarta-feira, 30 de maio de 2012

ESCULTURA DO TEU BEIJO

Escultura do teu beijo




Arte, travessura e um arrepio.
Poder obter intimidade pelo prazer de criar...
Surpreender com um frio na espinha,
Indo além de improvisar.


Enlace profundo em que o artista se extasia...!
Sedução que junta ideia e mãos...!
Entusiasmo que faz gritar exprimida a emoção.
Até que o busto fale, beije e se faça radiante!


Há nas formas dos corpos colados mais que a geografia...
Perspectivas ousadas que a obra em armadilha ao coração invade.
Que a transparente vida íntima nunca principia...
Libertação inacabada de ser pedra, desejar no beijo um êxtase que sacia!


Por louco me tem esse momento de nunca negar atrevimento ao artista...!
De prolongamento em prolongamento, esculpindo com beijo o conhecimento,
Seja ferro-frio, mármore, pedra-sabão e em seu tormento...
Que ama sabe de onde vem tal inspiração e tal incremento!




De Magela e Carmem Teresa Elias

( Google imagem: O BEIJO de Rodin

sexta-feira, 25 de maio de 2012

Anonimato em que pousam as palavras

Anonimato em que pousam as palavras




Palavras são sempre anonimatos...
É assim que criamos o que nos convém!
Amor, ternura, medo; faces secretas das criaturas...
Expressões líricas quase sem formosura que a vida contém.


Coisas tolas do dia-a-dia...
Palavras tolas de cada sentir, que parecem desnecessárias para se ouvir;
E que nas ilusões mesclam-se a todas as fantasias,
Num jeito de ser que sai misturado de vida com poesia...


Se junto estamos não sei o que dizer.
Mas junto o que sinto para escrever...
E o lirismo ultrapassa o anonimato em que pousam as palavras.


Um estado de espírito então se apossa e não sabe explica o momento!
Voz falando baixinho, aqui dentro na alma, como agora...
Esperando da sua boca um eco, sem o egresso de outrora.




De Magela e Carmem Teresa Elias.


sexta-feira, 18 de maio de 2012

Falta lucidez para explicar meu verso







Tolhe, machuca e embaça!
Nitidez de existir que a solidão maltrata...
Perdido em ausência no espaço infinito,
Átomos e células taciturnas procuram o teu corpo,
E a essência da tua alma.


É na saudade que falta a imensidão!
No momento negro de quem tem um amor.
No calor e no brilho da estrela que se entrega finita...
Falta de lucidez para explicar meu verso!


É nesta hora derradeira que me falta o teu corpo!
É que me falta desculpa...
Na imprecisão de matéria!
E da compreensão mais oculta.


Quando sua ausência subjuga com realidade!
Quando o brilho de teus olhos parece profano!
Perdido na imensidão desse espaço...
Eu grito desesperado o quanto ainda te amo!




 CARMEM TERESA ELIAS E DE MAGELA

domingo, 6 de maio de 2012

HOJE SONHEI QUE TE AMAVA




Sonhei com teus olhos...

Sonhei com teus olhos intensos,
E que a tua saudade se enchia
De luz.

No sonho...
A saudade te levava aos prantos.
Saudade com prantos significa amor...
Porta sem aviso da ilusão.

E os teus olhos me envolviam!
Parecia um abraço apertado, destes...
Que de envolvente param o tempo!
E no sonho, o coração, simplesmente disparava!

Sua boca foi se aproximando da minha...
Seu riso ficou morteiro...
Um beijo se intensificava...!
Ah! Hoje sonhei que te amava.



De Magela e Carmem Teresa Elias