BEIJA MÃO

Beija-mão Esvaziado de sentido... Fui buscar espanto na curiosidade. Moderação, ela disse. Deve-se seguir o cerimonial da verdade. Dos olhos dela, a fina flor exaltava... Poesia leve e sincopada. Beleza, capricho da palavra! lisura e emoção suavizada... Curvo-me à distinção que o amor faz de mim, Quando harmoniza em gestos o sentido que havia colocado meu olhar no chão... Da vida, nessa sensação aflita: beija-mão... E, reinante, mantém minha devoção assim. Montanhas ergueram-se nos mares quando a terra ainda era só uma ilusão. Buscando teu amor, esvaziado de sentido, mesuro a intenção da investida ... Verifico que a saudade, de nós é a que mais fala, Em sua dissimulação, arranca do peito o meu coração! CARMEM TERESA ELIAS E DE MAGELA