NOITE DE WALPURGIS - e muitos dias insanos Coincidências à parte, e não têm sido poucas, o autor alemão Goethe anda me circundando nos últimos meses, com seu Fausto e obras dele derivadas como ópera de Gounot e o ballet. Fausto simboliza a ambição de toque humano no eterno e no mistério, enquanto o personagem assume a função de um mito modelo sobre a conduta humana, em cuja natureza intrínseca coexistem o sagrado e o profano em proporções equivalentes. Além da literatura, Kant também me acomete. A corrente filosófica alude a um Sapere (conhecimento) de coragem de “servir-te da própria inteligência”. Em outras palavras, a coragem de Fausto, sob a visão filosófica, justifica-se pela ousadia de buscar o conhecimento do sentido da vida, razão pela qual não poderia ser condenado à danação dos infernos. Neste conflito gerado entre Mefistófeles e Kant assisto ao ballet “A Noite de Walpurgis”, introduzido na ópera Fausto de Gounot. A parte da dança, que introduz o quinto ato, ad...
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