segunda-feira, 26 de maio de 2014

SUBLIME

SUBLIME


Sublime é uma gota de chuva
Quando, entre as milhões que caem das vastidões,
Encontra repouso no caminho vazio de minhas mãos

Sublime é uma rosa branca, desprendida e sem sustento,
A vagar, linda e serena, pelo mar que não lhe pertence
E na areia vem dar-se de encontro ao exíguo espaço lento de meus passos


Sublime é o olhar manso de feras sem as lutas escaldantes
Noites de espera plana para saciar a fome de vida ou morte
Entre combate e o desespero dos homens em fuga pelas savanas


Sublime é o golpe de azul a contornar olhos cegos
Confronto ao azul inexistente de céu
À fúria do mar e ao perfume de açucenas raras

Sublime é entender que nem tudo é bem. Nem tudo é mal...
Todas as vezes em que alguém  olha assim
Também tristonho

Também solitário, também cego de soluções
Compreendo o dimensão íntima desse indizível azul...
E à compaixão  entrego minha alma em  esperança e dor


Carmem Teresa Elias 

 Imagem google: Jean Paul Bourdier

quinta-feira, 24 de abril de 2014

PARCERIAS.. COMO AS FAZEMOS... HÁ UMA PORTA !

   Essa é um pergunta muito constante entre as que nos fazem. Várias são as respostas. As vezes juntamos versos já prontos .. As vezes juntamos emoções. As vezes juntamos palavras; outras vezes juntamos alegrias ou  dores.
  Eis como Há uma Porta surgiu... E de nossa segunda poesia que deu certo em parceria, chegamos à realidade concreta de uma obra ...
Seguem a versão original de  Magela , depois a versão original de  Carmem, e a versão da parceria nesta mesma postagem...


Deveria haver uma porta
*
Deveria haver uma porta
Que eu pudesse abrir,
Me transpor
Só para estar do seu lado
*
Uma passagem no tempo
Como um momento sublime
Força do pensamento
Algo, por nós codificado
*
Camélia em meus sonhos: absinto.
Rastro de flores num quarto fechado
Sonho com alegria
Quero estar do teu lado
*
Perfuma-me o tempo
Abro esta porta
Minha vida é um pensamento
Que a realidade conforta
*
Momento encantado
De tola fantasia
Que sonha com alegria
Mesmo acordado
*
De Magela
(Livro I - Poesias para a lua)


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Há uma passagem ao meio dia


Uma porta secreta
Uma dobra do tempo
Há um adeus
Há um encontro
Há um sonho que se volveu
Há luz no firmamento
E um sono eterno do qual desperto ao lado teu

Ao meio dia
Acordo as horas
Para que sigam o rumo que quiserem
Não me importa a direção
Seja dia, seja noite,
Passado ou estória por vir

Ao meio dia
Reescrevo essa canção
Reescrevo-te em nova canção
Como se o Sol fosse a minha ilusão

Contigo revivo o sonho da vida
Piso areia, deixo pegadas
Prossigo caminhadas
Recolhendo teus passos
Tuas palavras
Tuas horas de afago

Vou caminhando sobre a brisa das ondas
Versejando entre sombras
Cantarolando com pássaros
Brincando
Como se as horas não acabassem jamais
Como se de repouso eu não precisasse

Mas de súbito não estás mais ao lado meu
O relógio avança um minuto
É tarde
Tarde demais
O outro dia do mesmo dia
Nos anoiteceu,
Talvez para sempre,

Ou até a outra noite da mesma noite.

Carmem Teresa Elias 
In: Poesias Para Libertar a Alma (2004) 

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PARCERIA :

Há  Uma Porta


Há uma porta que abre o meio-dia...

Uma passagem no tempo.

 O tempo do poeta...

Porta Mágica .. secreta.


Parece encontro com Deus.

Aquela luz sublime do firmamento

Que se volveu...

Foi ele quem deu.


Nesta hora posso seguir de qualquer jeito aos braços seus,

Reescrevendo a canção

Num verso cansado

 Mesmo parecendo ilusão.


A beleza do seu amor é a força da matéria

Que a faz ser  areia...

E essa sua magia que deixa pegadas

Cujos passos eu sigo, colhendo.


É nas suas palavras que busco o afago.

Caminho nas ondas versejando e brincando

Como se o tempo não tivesse que se importar

Com a alegria.


Essa porta são seus olhos.

Meu portal no firmamento...

Minha dobra do tempo.

Luz de meu dia!


De Magela e Carmem Teresa Elias
POESIAS AO ACASO 
(2010)



REALIDADE :


E assim Poesias Ao Acaso virou Livro e uma exposição de fotos poesias em 2014.

Assim segue a vida....

quarta-feira, 23 de abril de 2014

Sussurro



Sussurre no ouvido o que aceita
Das rosas doces que em meu peito queimam
Aquela palavra pequena que tanto nos rodeia

Esta entremeia sem medos
Pétalas que guardam segredos:
Nem tudo se diz
Nem tudo se deixa ouvir

Reparou as labaredas em chamas?
Chegam em tranças
Pétalas de ar e ardor
No perfume ínfimo da paixão


Vê !
Pegue uma pétala
Uma flecha de fogo
Uma palavra apenas

Desmanche esse segredo
Que enlouquece o coração
Antes que termine o seu sussurro
E a doçura da flor

Consumida no silencio da chama

CARMEM TERESA ELIAS
Livro: CLAMOR: POESIA EM VERSO (2014) 
(TEXTO E FOTO) 
todos os direitos registrados

Há Uma Porta Ao Meio Dia






Há uma porta que abre o meio-dia...

Uma passagem no tempo.

 O tempo do poeta...

 Mágico .. secreto.


Parece encontro com Deus.

Aquela luz sublime do firmamento

Que se volveu...

Foi ele quem deu.


Nesta hora posso seguir de qualquer jeito aos braços seus,

Reescrevendo a canção

Num verso cansado

Mesmo parecendo ilusão.


A beleza do seu amor é a força da matéria

Que a faz ser  areia...

E essa sua magia que deixa pegadas

Cujos passos eu sigo, colhendo.


É nas suas palavras que busco o afago.

Caminho nas ondas versejando e brincando

Como se o tempo não tivesse que se importar

Com a alegria.


Essa porta são seus olhos.

Meu portal no firmamento...

Minha dobra do tempo.

Luz de meu dia!

CARMEM TERESA ELIAS E DE MAGELA 

Uma de nossas primeiras composições em parceria poética, que agora, anos mais tarde, dedicamos à Galeria Van Dijk, do Centro de Cultura Raul de Leoni , onde realizamos nossa exposição de foto poesia "POESIAS AO ACASO' juntamente com o lançamento de nossos dois primeiros livros, "Poesias Ao acaso' e 'Insano'. 





terça-feira, 22 de abril de 2014

PETRÓPOLIS EM CENA: EXPOSIÇÃO DE FOTO POESIA "POESIAS AO ACASO" NO CEN...

PETRÓPOLIS EM CENA: EXPOSIÇÃO DE FOTO POESIA "POESIAS AO ACASO" NO CEN...: A exposição "Poesias ao Acaso", que ocorrerá de 14 de março a 6 de abril na Sala Van Dijk, no Centro Cultural Raul de Leoni....

DOCE DO AMOR





Doce do amor



As embalagens dos chocolates ainda estavam pelo chão...

Quando ela apareceu, vestida em camisola branca, tendo na

Boca um lindo sorriso e no olhar, esperança.

Desnecessárias são as palavras quando a vida quer assim.



Do chocolate vem o delicia

E o vislumbre da chegada do meu amor...

O perfume a envolver apertado

Na delicia daquele abraço.



Eu era o papel laminado dourado e prata a envolvê-la.

Ela, o motivo do enlace; na forma certa dos bombons,

Ali acondicionados; chocolate que crianças devoram!

(Ela tem esse doce...?)



O doce do amor, assim fica?

Ou, seriam apenas saudade e esperança

Labutando na distante campinas,

E presas face a face?!




Seria a Lua cheia do frio?

Pequena e exprimida...?

Na espera longa, de que...

O Sol a abraçasse?!


Seria a espera da aurora

Que entorpece o céu...

Este que indefinido, apressa-se

Em esconder estrelas?


Amada minha! Ilumina teu rosto a luz clara destas horas e pelo

Brilho dos papeis, ainda ali jogados

Na intensidade dos doces dos amores e das balas

E de beijos roubados!


Deles tenho o gosto que tenho do amor

Do instante consumido que na ilusão de

Ver teu rosto no firmamento faz o canto adocicado

De sentimento que no canto deste peito ainda dorme.




De Magela/Carmem Teresa Elias

segunda-feira, 9 de dezembro de 2013

O Barco e O Mar


O Barco e o Mar

Tudo bem...?
Estou aprendendo a não dar importância a perturbações.
Recentemente você disse: deve-se  viver e não  se enroscar
Que a maior parte das respostas vem do mar.
*
Realmente, estou notando algumas verdades nisso.
A vida pode ser complicada se não houver um mínimo de paz
Areia molhada...
Quer caminhar comigo? As ondas vêm e vão... E a vida leva e traz.
*
Tudo bem...
Sabemos o que interessa agora
Você é como o mar...  
 Me traz respostas.
*
Por todo lado que olho  vejo você  chegando
Parece me ouvir quando estou sussurrando
Mesmo que um  barco perca a luta contra o mar

Entenda o detalhe do  encalhe...mistura de  areia com sal.

Carmem Teresa Elias e De Magela Poesias



Foto por Carmem Teresa Elias em praia de Copacabana em 09/12/20013

sábado, 7 de dezembro de 2013

Trago artigo meu publicado no Diário de Petrópolis


Quarta-feira, 04 de dezembro de 2013
NÃO SER APENAS SOCIAL...SER HUMANO
CARMEM TERESA DO NASCIMENTO ELIAS

Em palestra recente, na Academia Brasileira de Letras, sobre a contemporaneidade e seus problemas, o Professor Cândido Mendes alertou sobre a grave questão da incomunicabilidade.
Vivemos uma Era em que os canais de comunicação nunca foram tão amplos e abrangentes, principalmente, graças à expansão da internet. Paradoxalmente, contudo, esse índice de inter-comunicabilidade tão grande compromete a sua própria sustentabilidade. Pesquisas demonstram que mais de 50 % da população das cidades está conectada simultaneamente em conversas com quatro ou cinco pessoas, e que o índice de atenção dado a cada troca efetivamente significativa de conteúdo nas mensagens cai vertiginosamente na mesma proporção em que mais e mais nos comunicamos virtualmente. Não raro é o caso em que um indivíduo pensa estar interagindo com o mundo quando, em realidade concreta, está em profundo isolamento e solidão diante de uma tela dirigindo-se apenas a si mesmo.
A comunicação, acima de tudo, é uma troca, não apenas de informação, mas também um elemento vital para a formação e manutenção de laços de amizade e emoções. À medida em que o ser humano e a sociedade se tornam competitivos, exclusivistas e egoístas, tais elos não mais se formam. Como consequência, seres humanos vistos como não mais sendo ‘produtivos’ ou ‘ socialmente úteis’_ sob óticas materialistas, é claro_ são facilmente excluídos de aceitação, respeito e cidadania.
Nesse momento, de ensejos natalinos, a oportunidade de revermos o conceito de fraternidade é sempre reposta. Deveras, é uma questão para todo e cada dia do ano, diante do contraste com o egoísmo, o isolamento e a exclusão.
Um dos pontos ao qual me refiro por exemplo, é a situação dos idosos em asilos. Há abrigos muito bem estruturados, onde todos os critérios do bem estar são respeitados. Porém há também muitos idosos que são, simplesmente, abandonados em qualquer instituição e vivem à mercê do isolamento social e do esquecimento de suas próprias famílias, como se fosse peças descartáveis!
Há diversas campanhas sociais que recolhem roupas, alimentos, donativos para orfanatos e asilos, e são, sim, dignos de reconhecimento pela ação desempenhada. Entretanto, acima de tudo, não se pode esquecer a importância de cada um de nós tirarmos alguns minutinhos de nosso egoísmo e, presencialmente, nos dirigirmos a uma desses estabelecimentos para trocar uma palavra, para ouvir uma historia de vida, para abraçar, para acolher, para olhar nos olhos, para provocar um sorriso, em crianças ou idosos que, mais do que materialmente carentes, são também carentes de humanidade.
Diga Bom dia a seu vizinho. Abrace seu parente. Sente-se à mesa com seus amigos. Leve um sorriso e atenção a um desconhecido que, acima de tudo, precisa demais de você enquanto pessoa humana.
E conte a seus conhecidos, sim, que você fez e faz isso. Que você praticou e pratica ações humanitárias junto aos carentes ou excluídos! Porque só assim, expondo-se como exemplo, você poderá conscientizar mais e mais pessoas a cerca da necessidade imperiosa de dirigir um olhar e um gesto de amor em direção ao próximo.
Faça-se presença e mostre a outrem. Isso é cidadania! Dar-se como exemplo não se trata de exibicionismo, mas o contrário, sim, é egoísmo, isolamento e solidão.

CARMEM TERESA ELIAS.
Agradeço a Andréa Lopes Garcia pela publicação. 

sexta-feira, 12 de julho de 2013

Estética I

Estética I



Advém de Platão...

Uma percepção de certo grau de comunicação

Na beleza absoluta que existe entre mundos,

 Provenientes que são das ideias.



Olhos, coração, e a alma...

São atraídos pela beleza,

E a essência na alma contrapõe-se

Por querer, justo, unir-se a ela.



Mesmo sabendo poder deparar-se

Com o mundo em matéria...

Da recordação de que tudo é absoluto

Conquanto a realidade também é a imitação



O amante em êxtase reconhece o teu brilho.

Reconhece que a verdade só tem contemplação,

Por que toda estética da beleza...

Conduz ao  amor em perfeição.


Carmem Teresa Elias e De Magela





quinta-feira, 11 de julho de 2013

BRILHO

BRILHO



Imagens são breves visões...
Para quem captura tanto sentimento no peito,
E o transforma em palavras  que o mundo fala,
Descreve, entende e guarda.

Por outra estética:
Vejo bem perto o brilho que emana na essência do belo
Na proximidade capaz do recontar consciente,
Na chama certa de cada palavra.

É por isso que amo o mais belo de ti... palavra que alucina.
O mais belo de mim... esse sol longínquo de ondas claras
Que como os teus olhos, com exatidão, se aproxima
E dita a poesia de cada  dia como a mais  rara 

Ninguém me escreve tão bem  quanto a ti!
Ninguém visita meus quilombos reclusos em águas e matas
Ninguém estampa com tantas flores amarelas e vermelhas

A luz, a vida, e a graça que dançam cirandas em Paraty.

Carmem teresa Elias e De Magela

quarta-feira, 19 de junho de 2013

ACORDA, BRASIL!

Acorda, Brasil, Desperta da montanha



De que servem teus braços
Sempre entregues em trabalho pesado?

De que servem teus pés
Atolados em lamas nem sempre de terra?

De que serve teu corpo forte
Dilacerado em fome, miséria, falta de escola?

Tua mente moldada em apatia de massas
Teu coração enganado em promessas falsas

Dorme uma nação gigante
Como um postal.... Gigante de pedra
Montanha que só de longe se avista
Do vasto oceano de quem chega ao Rio

Dormirás eternamente como a montanha
Escrava das pedras?
Calarás tua voz, adormecida e esplêndida
No canto inconsciente de um hino?

Ou haverá, enfim, um despertar?
Raios fúlgidos, brado heroico,
Primavera dos bosques, consciência e sol de liberdade...

Tua vida mais viva
Em mais vida, mais amor
Sopro nascido de mundo novo.

Acorda , acorda e levanta
Levanta teus braços, teus pés, teu corpo
Ergue a voz, o canto, o grito, a dor

Espelha no agora tua grandeza
Pois um país se faz de homens

Luta, justiça, clamor e honra !

quarta-feira, 12 de junho de 2013

Quem Ama Liberta

Quem Ama Liberta


Disfarçada, ela estava na floresta.
Lugar lindo, ou agradável, não sei.
Sei que havia...
Certa felicidade no ar.

Veio ao seu encontro um tocador de flauta,
Cuja saudação era uma doce música.
Tocava e atrai pássaros...
Que o acompanhavam na melodia.

- O que faz, linda senhora?
- Procuro alguém que queira se apaixonar.
- E isso é bom?
- O amor quando é verdadeiro coloca a felicidade em seu lugar.
- Como sabe?
- Vou te contar um segredo; cuido da natureza e suas fraquezas.
- E qual seria a minha fraqueza?
- O amor!


De Magela /Carmem Teresa Elias

terça-feira, 28 de maio de 2013

AGRADEÇO

Agradeço




Poderíamos nunca ter sabido da existência...
Poderíamos ter vivido em tempos distintos
Sem ter ao menos sonhado
Um encontro assim.

Queria poder agradecer os olhos, mãos e braços!
Queria poder entender porque nada acontece por acaso
E acontecendo, nos faz produzir, criar crescer, caminhar,
Sem ter medo de nossos passos.

A fonte da minha alegria é a tua calma.
A voz tranquila...
Tamanha delicadeza que um simples olhar nos olhos
Faz tanto acontecer.

Como nunca posso tudo isso dizer,
Agradeço a mãe natureza,
Que nos fez barro. Que nos fez vento. Que nos dá o alento

De amar e sofrer.

Carmem Teresa Elias/ De Magela

ACEITO !


Aceito!




Café?
A brisa fria do outono,
Parece perguntar.
Aceita um café ou prefere um pouco de chá?

Aquele que tenha exaltado a formosura sem exagero.
Preparado com o perfume de cada grão
Que ofertado à água com o maior selo,
Trazendo o gosto da vida sem precaução!

Ao viajar no aroma, que se possa lembrar-se de mim!
E que sem condições, ele também seja puro.
Que seja quente!
Que seja maduro e eloquente.

E que fechando teus olhos...
Servido acompanhado...
Do amor que se tem no peito,
A branda voz da alma quase em murmúrio, diga: aceito!


Carmem Teresa Elias / De Magela

segunda-feira, 27 de maio de 2013

BEIJO SEM PONTUAÇÃO

Beijo sem pontuação






Por paixão...
Fiz daquele beijo,
Um desafio sem qualquer pontuação,
Colado, colado, sem reticências!

Antes, sem travessão...
Agora, depois da vírgula, sem nenhum espaço.

Talvez, por acaso...
Ou, por pirraça!

Fiz daquele desejo
Um jogo de metáforas afastadas.
Com espaçamento duplo...
Deixando a ideia no ar!

Para que o amor possa fazer sentido
Precisa ser escrito em linhas separadas.
Qualquer pontuação deixa seu sentido no ar...
E as lagrimas programadas!




De Magela/Carmem Teresa Elias

quarta-feira, 15 de maio de 2013

As Lágrimas de Maria


As lágrimas de Maria

 

 Postaram-se em capela fria...

 A família, o silêncio e alguns vitrais.

 Diante daquele colorido e da introspecção para quem quiser:

 Jardins celestes; rosas; a revelação do Espírito Santo e, fé.

 

 Que a menina, ao pai perguntou:

 Como faço para rezar?

 Queria ver as lágrimas de Maria...

 E com respeito, tocar em suas mãos.

 E, disse o velho pelo sussurro:

 Estas contas que carrego em minhas mãos, são na verdade o pranto de Nossa Senhora, quando aflita, pelos caminhos sem desterros procurava o filho seu. Tendo no coração a dor que só Deus consola.

 

 Muitos chamam rosário...

 Muitos chamam de prece aos arrependimentos...

 Muitos o chamam de caminhos das almas.

 E, muitos são os entendimentos.

 

 O que sei, é que aqui viemos em paz.

 Corações aflitos por cinqüenta ave-marias!

 Dores compactadas em três glórias-ao-pai...

 Suplicantes em uma Salve-Rainha.

 

 Na vida há muitos mistérios...

 Para que sejam esclarecidos juntando em contas, os pretos velhos:

 Orações, miçangas, lágrimas de quem o fizer...

 Com cruz de arruda, canudo de pito e guiné.

 

 A menina calou-se.

 Seus olhos eram os olhos do mar à noite: calmos e perdidos.

 Na explicação farta daquelas palavras, meio que agradecendo,

 Seu coração foi tecendo novas verdades e outros pedidos.

                       Roma Magela e Carmem Teresa EliasMuitos chamam rosário...
Muitos chamam de prece aos arrependimentos...
Muitos o chamam de caminhos das almas.
E, muitos são os entendimentos.


O que sei, é que aqui viemos em paz.
Corações aflitos por cinqüenta ave-marias!
Dores compactadas em três glórias-ao-pai...
Suplicantes em uma Salve-Rainha.


Na vida há muitos mistérios...
Para que sejam esclarecidos juntando em contas, os pretos velhos:
Orações, miçangas, lágrimas de quem o fizer...
Com cruz de arruda, canudo de pito e guiné.


A menina calou-se.
Seus olhos eram os olhos do mar à noite: calmos e perdidos.
Na explicação farta daquelas palavras, meio que agradecendo,
Seu coração foi tecendo novas verdades e outros pedidos.Muitos chamam rosário...
Muitos chamam de prece aos arrependimentos...
Muitos o chamam de caminhos das almas.
E, muitos são os entendimentos.


O que sei, é que aqui viemos em paz.
Corações aflitos por cinqüenta ave-marias!
Dores compactadas em três glórias-ao-pai...
Suplicantes em uma Salve-Rainha.


Na vida há muitos mistérios...
Para que sejam esclarecidos juntando em contas, os pretos velhos:
Orações, miçangas, lágrimas de quem o fizer...
Com cruz de arruda, canudo de pito e guiné.


A menina calou-se.
Seus olhos eram os olhos do mar à noite: calmos e perdidos.
Na explicação farta daquelas palavras, meio que agradecendo,
Seu coração foi tecendo novas verdades e outros pedidos.Muitos chamam rosário...
Muitos chamam de prece aos arrependimentos...
Muitos o chamam de caminhos das almas.
E, muitos são os entendimentos.


O que sei, é que aqui viemos em paz.
Corações aflitos por cinqüenta ave-marias!
Dores compactadas em três glórias-ao-pai...
Suplicantes em uma Salve-Rainha.


Na vida há muitos mistérios...
Para que sejam esclarecidos juntando em contas, os pretos velhos:
Orações, miçangas, lágrimas de quem o fizer...
Com cruz de arruda, canudo de pito e guiné.


A menina calou-se.
Seus olhos eram os olhos do mar à noite: calmos e perdidos.
Na explicação farta daquelas palavras, meio que agradecendo,
Seu coração foi tecendo novas verdades e outros pedidos.Muitos chamam rosário...
Muitos chamam de prece aos arrependimentos...
Muitos o chamam de caminhos das almas.
E, muitos são os entendimentos.


O que sei, é que aqui viemos em paz.
Corações aflitos por cinqüenta ave-marias!
Dores compactadas em três glórias-ao-pai...
Suplicantes em uma Salve-Rainha.


Na vida há muitos mistérios...
Para que sejam esclarecidos juntando em contas, os pretos velhos:
Orações, miçangas, lágrimas de quem o fizer...
Com cruz de arruda, canudo de pito e guiné.


A menina calou-se.
Seus olhos eram os olhos do mar à noite: calmos e perdidos.
Na explicação farta daquelas palavras, meio que agradecendo,
Seu coração foi tecendo novas verdades e outros pedidos.Muitos chamam rosário...
Muitos chamam de prece aos arrependimentos...
Muitos o chamam de caminhos das almas.
E, muitos são os entendimentos.


O que sei, é que aqui viemos em paz.
Corações aflitos por cinqüenta ave-marias!
Dores compactadas em três glórias-ao-pai...
Suplicantes em uma Salve-Rainha.


Na vida há muitos mistérios...
Para que sejam esclarecidos juntando em contas, os pretos velhos:
Orações, miçangas, lágrimas de quem o fizer...
Com cruz de arruda, canudo de pito e guiné.


A menina calou-se.
Seus olhos eram os olhos do mar à noite: calmos e perdidos.
Na explicação farta daquelas palavras, meio que agradecendo,
Seu coração foi tecendo novas verdades e outros pedidos.Muitos chamam rosário...
Muitos chamam de prece aos arrependimentos...
Muitos o chamam de caminhos das almas.
E, muitos são os entendimentos.


O que sei, é que aqui viemos em paz.
Corações aflitos por cinqüenta ave-marias!
Dores compactadas em três glórias-ao-pai...
Suplicantes em uma Salve-Rainha.


Na vida há muitos mistérios...
Para que sejam esclarecidos juntando em contas, os pretos velhos:
Orações, miçangas, lágrimas de quem o fizer...
Com cruz de arruda, canudo de pito e guiné.


A menina calou-se.
Seus olhos eram os olhos do mar à noite: calmos e perdidos.
Na explicação farta daquelas palavras, meio que agradecendo,
Seu coração foi tecendo novas verdades e outros pedidos.Muitos chamam rosário...
Muitos chamam de prece aos arrependimentos...
Muitos o chamam de caminhos das almas.
E, muitos são os entendimentos.


O que sei, é que aqui viemos em paz.
Corações aflitos por cinqüenta ave-marias!
Dores compactadas em três glórias-ao-pai...
Suplicantes em uma Salve-Rainha.


Na vida há muitos mistérios...
Para que sejam esclarecidos juntando em contas, os pretos velhos:
Orações, miçangas, lágrimas de quem o fizer...
Com cruz de arruda, canudo de pito e guiné.


A menina calou-se.
Seus olhos eram os olhos do mar à noite: calmos e perdidos.
Na explicação farta daquelas palavras, meio que agradecendo,
Seu coração foi tecendo novas verdades e outros pedidos.Muitos chamam rosário...
Muitos chamam de prece aos arrependimentos...
Muitos o chamam de caminhos das almas.
E, muitos são os entendimentos.


O que sei, é que aqui viemos em paz.
Corações aflitos por cinqüenta ave-marias!
Dores compactadas em três glórias-ao-pai...
Suplicantes em uma Salve-Rainha.


Na vida há muitos mistérios...
Para que sejam esclarecidos juntando em contas, os pretos velhos:
Orações, miçangas, lágrimas de quem o fizer...
Com cruz de arruda, canudo de pito e guiné.


A menina calou-se.
Seus olhos eram os olhos do mar à noite: calmos e perdidos.
Na explicação farta daquelas palavras, meio que agradecendo,
Seu coração foi tecendo novas verdades e outros pedidos.Muitos chamam rosário...
Muitos chamam de prece aos arrependimentos...
Muitos o chamam de caminhos das almas.
E, muitos são os entendimentos.


O que sei, é que aqui viemos em paz.
Corações aflitos por cinqüenta ave-marias!
Dores compactadas em três glórias-ao-pai...
Suplicantes em uma Salve-Rainha.


Na vida há muitos mistérios...
Para que sejam esclarecidos juntando em contas, os pretos velhos:
Orações, miçangas, lágrimas de quem o fizer...
Com cruz de arruda, canudo de pito e guiné.


A menina calou-se.
Seus olhos eram os olhos do mar à noite: calmos e perdidos.
Na explicação farta daquelas palavras, meio que agradecendo,
Seu coração foi tecendo novas verdades e outros pedidos.
E, disse o velho pelo sussurro:
Estas contas que carrego em minhas mãos, são na verdade o pranto de Nossa Senhora, quando aflita, pelos caminhos sem desterros procurava o filho seu. Tendo no coração a dor que só Deus consola.


Muitos chamam rosário...
Muitos chamam de prece aos arrependimentos...
Muitos o chamam de caminhos das almas.
E, muitos são os entendimentos.


O que sei, é que aqui viemos em paz.
Corações aflitos por cinqüenta ave-marias!
Dores compactadas em três glórias-ao-pai...
Suplicantes em uma Salve-Rainha.


Na vida há muitos mistérios...
Para que sejam esclarecidos juntando em contas, os pretos velhos:
Orações, miçangas, lágrimas de quem o fizer...
Com cruz de arruda, canudo de pito e guiné.


A menina calou-se.
Seus olhos eram os olhos do mar à noite: calmos e perdidos.
Na explicação farta daquelas palavras, meio que agradecendo,
Seu coração foi tecendo novas verdades e outros pedidos.
E, disse o velho pelo sussurro:
Estas contas que carrego em minhas mãos, são na verdade o pranto de Nossa Senhora, quando aflita, pelos caminhos sem desterros procurava o filho seu. Tendo no coração a dor que só Deus consola.


Muitos chamam rosário...
Muitos chamam de prece aos arrependimentos...
Muitos o chamam de caminhos das almas.
E, muitos são os entendimentos.


O que sei, é que aqui viemos em paz.
Corações aflitos por cinqüenta ave-marias!
Dores compactadas em três glórias-ao-pai...
Suplicantes em uma Salve-Rainha.


Na vida há muitos mistérios...
Para que sejam esclarecidos juntando em contas, os pretos velhos:
Orações, miçangas, lágrimas de quem o fizer...
Com cruz de arruda, canudo de pito e guiné.


A menina calou-se.
Seus olhos eram os olhos do mar à noite: calmos e perdidos.
Na explicação farta daquelas palavras, meio que agradecendo,
Seu coração foi tecendo novas verdades e outros pedidos.
E, disse o velho pelo sussurro:
Estas contas que carrego em minhas mãos, são na verdade o pranto de Nossa Senhora, quando aflita, pelos caminhos sem desterros procurava o filho seu. Tendo no coração a dor que só Deus consola.


Muitos chamam rosário...
Muitos chamam de prece aos arrependimentos...
Muitos o chamam de caminhos das almas.
E, muitos são os entendimentos.


O que sei, é que aqui viemos em paz.
Corações aflitos por cinqüenta ave-marias!
Dores compactadas em três glórias-ao-pai...
Suplicantes em uma Salve-Rainha.


Na vida há muitos mistérios...
Para que sejam esclarecidos juntando em contas, os pretos velhos:
Orações, miçangas, lágrimas de quem o fizer...
Com cruz de arruda, canudo de pito e guiné.


A menina calou-se.
Seus olhos eram os olhos do mar à noite: calmos e perdidos.
Na explicação farta daquelas palavras, meio que agradecendo,
Seu coração foi tecendo novas verdades e outros pedidos.
E, disse o velho pelo sussurro:
Estas contas que carrego em minhas mãos, são na verdade o pranto de Nossa Senhora, quando aflita, pelos caminhos sem desterros procurava o filho seu. Tendo no coração a dor que só Deus consola.


Muitos chamam rosário...
Muitos chamam de prece aos arrependimentos...
Muitos o chamam de caminhos das almas.
E, muitos são os entendimentos.


O que sei, é que aqui viemos em paz.
Corações aflitos por cinqüenta ave-marias!
Dores compactadas em três glórias-ao-pai...
Suplicantes em uma Salve-Rainha.


Na vida há muitos mistérios...
Para que sejam esclarecidos juntando em contas, os pretos velhos:
Orações, miçangas, lágrimas de quem o fizer...
Com cruz de arruda, canudo de pito e guiné.


A menina calou-se.
Seus olhos eram os olhos do mar à noite: calmos e perdidos.
Na explicação farta daquelas palavras, meio que agradecendo,
Seu coração foi tecendo novas verdades e outros pedidos.

sábado, 11 de maio de 2013

PARA MÃES E FILHOS


“Ao poder destrutivo, entreguei minha Criação

Diante de sua força, entreguei minha fraqueza,

Ao medo, mostrei o enfrentamento,

Ao preconceito, mostrei  as duas faces

Para as distorções, havia dito verdades

Perante egos disfarçados,assinei e  concordei...

 

Fizeram  minha vida e de minhas palavras parecerem  um jogo de antíteses

Mas foi assim mesmo que aconteceu

A realidade dos fatos:

Aos que fizeram de mim anonimato, eu fiz a HISTÓRIA !”

                                                      

                                                       A/ por NELSON MANDELA

                                                    Na noite de 10 para 11 de maio de 2013

 

    Acontceu esta noite. Fui dormir muito triste, sem respostas a dar à vida. Mas dormi e sonhei: Estava em uma caverna, uma catacumba ou uma cova, ou algo parecido assim. Uma voz firme me chamava com suavidade. Havia um ser fisicamente fraco, muito fraco, deitado e encolhido ali. E ao me aproximar ele me disse : “ Sou o Nelson. Meu nome é Nelson Mandela, Carmem. E entre sorrisos de quem se conhece, ele me disse o texto acima...

   Pensei em guardar esse sonho para mim. Mas, justamente na Africa, uma vez me disseram que mostrar conhecimento pode parecer coisa de egos inflados; porém, quem guarda palavras somente para si demonstra seu verdadeiro egoísmo.

  Pensei guardar, então, esse texto até dia 13, para, simbolicamente, celebrar a libertação dos escravos aqui no  Brasil.

   Acontece que foi na Africa que conheci A Grande MÃE , a Grande MÃE AFRICA, Mãe Terra, Mãe de todos nós, Mãe da Vida e do Planeta. Para conhecê-la é necessário ter posto os dois pés no solo africano; é necessário presenciar os cães selvagens caçarem e devorarem a presa com toda a bestialidade da fome; atravessar savanas e pegar leões no colo; aprender com as mães negras os modos de carregar suas crianças no colo, e aprender a enxergar miséria, desnutrição, deformidades ( muito mais cruéis ainda do que aqui ) ...

  Portanto, entrego meu sonho desta noite, nessas palavras jogadas ao ar, para Grande Mãe e seu grande Filho Nelson,  assim como para todas as demais  Mães e seus Filhos .

                           

                                                              CARMEM TERESA ELIAS

                                                                     11 de maio de 2013